quinta-feira, abril 10, 2008

Andropausa - 3 artigos sobre o tema




Em nome da testosterona

São muitas as diferenças entre menopausa e andropausa. Têm, contudo, um denominador comum: as hormonas.
As hormonas são as grandes responsáveis pelas alterações que se processam no organismo feminino e no masculino, ainda que umas mais radicais do que outras.

Na menopausa tudo começa com a irregularidade dos períodos menstruais, num vai-vem ao sabor das variações hormonais.

Na puberdade o hipotálamo estimula a hipófise (glândula existente na base do cérebro) de modo a produzir duas hormonas – a LH e a FSH –, as quais vão regular o funcionamento da esfera genital, induzindo as modificações que provocam a ovulação e a consequente secreção de estrogénos e progesterona.

Com a menopausa, cessa a ovulação e cessam as menstruações, estabelecendo-se um novo equilíbrio hormonal.

O organismo masculino possui igualmente as hormonas LH e FSH, mas com influência ao nível dos testículos, mais concretamente na secreção de testosterona, fundamental na diferenciação dos espermatozóides.

Com a idade vai diminuindo a quantidade de hormonas andrógenas segregadas, bem como a sua eficácia. Isto porque a testosterona é igualmente responsável pelo bom estado das células e pela vascularização dos testículos.

Assim, uma quebra na secreção desta hormona acarreta uma redução do número de espermatozóides e a consequente redução do volume dos testículos. Aliás, aqui radica uma outra definição de andropausa: um quadro clínico que se instala a partir da gradual involução dos testículos.






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Menopausa no masculino

A partir dos 40 anos, os homens vivem uma espécie de menopausa. No masculino, é claro.

Muitos homens não acreditam, mas a verdade é que também eles, a partir dos 40 anos, vivem uma espécie de menopausa. No masculino, é claro. Com sintomas mais discretos, mas muitas vezes perturbadores da qualidade de vida.

Para alguns homens, a “mudança de idade” passa despercebida. Não a da puberdade, porque essa faz-se sentir de uma forma bem evidente, com mudanças óbvias no corpo e nos comportamentos.

Falamos aqui da andropausa, a porta de entrada na chamada terceira idade. Não significa isso que o homem nesta fase possa ser considerado um velho. Não o é, ainda que muitos dos sinais da andropausa possam ser confundidos com os do envelhecimento.

A andropausa é uma espécie de menopausa no masculino. Mas, para as mulheres, a menopausa é um fenómeno evidente que conduz a uma alteração radical na vida. Com ela, cessa a menstruação, mas – e isto é que constitui um drama para muitas mulheres – cessa também abruptamente a capacidade reprodutora.

E é sabido que as implicações biológicas, psicológicas e sociais daí decorrentes não são fáceis de ultrapassar.

Já a andropausa constitui uma mudança suave, a tal ponto que muitos homens a consideram um mito. Mas é real e tem igualmente repercussões na capacidade reprodutora.

Não lhe põe fim, é certo, apenas a atenua, já que ocorre simultaneamente uma diminuição da produção de espermatozóides e um declínio progressivo da actividade sexual.

Aliás, quando o termo começou a ser utilizado, estava-se em 1952, andropausa significava “cessação natural da actividade sexual do homem”.

É claro que desde então muito se evoluiu no conhecimento da sexualidade, obrigando a que a palavra correspondesse a um outro conceito, o de conjunto de modificações fisiológicas e psicológicas que acompanham a cessação natural e progressiva da actividade sexual do homem.

Mas sempre sem pôr em causa a sua capacidade fértil. Com o avançar da idade, o homem mantém o interesse e a competência sexual, tal como mantém a possibilidade de se reproduzir.

Aliás, são de todos conhecidos exemplos de homens que foram pais muito depois dos 50 anos. Muitas vezes por via de segundos casamentos com mulheres mais jovens, ainda em idade fértil.

Não havendo uma perda da capacidade de fertilização, há contudo uma redução do índice de fertilidade. Os homens na andropausa podem ser pais, porém diminui bastante a probabilidade de o serem.






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As hormonas também se repõem

Muitos homens não acreditam, mas a verdade é que também eles, a partir dos 40 anos, vivem uma espécie de menopausa. No masculino, é claro.

A densiometria óssea é precisamente um dos exames que se podem fazer para detectar a chegada da andropausa.

Deve ser acompanhado de testes de sangue, que medem o índice de testosterona, de um espermograma, que quantifica a produção de espermatozóides, e de um exame urológico, o chamado toque, e ainda de uma ecografia da próstata e do abdómen.

E se de facto a andropausa já se tiver anunciado, nada de angústias. Há forma de minimizar o seu impacto, devolvendo ao organismo masculino o equilíbrio hormonal perdido. E isso consegue-se com a reposição hormonal.

Contudo, ainda que a andropausa passe pela vida de todos os homens, deixando mais ou menos marcas, o tratamento deve ser individualizado, aconselhado por um médico especialista. Não há uma receita, há receitas.

E há alguns riscos que não devem ser menosprezados, nomeadamente o de crescimento das mamas e de aumento do número de glóbulos vermelhos no sangue, o que pode propiciar derrames e enfartes.

Lesões no fígado, retenção de água e sais minerais e aceleração do crescimento de tumores na próstata são outras das ameaças inerentes a um uso exagerado da reposição hormonal.

O que é preciso é que os homens saibam que a andropausa não é um bicho de sete cabeças, aceitando-a como uma transição natural e não como uma ameaça à sua virilidade.

E em caso de assalto por dúvidas e receios há que vencer o embaraço e procurar respostas em que as tem. Na Linha SOS Dificuldades Sexuais, por exemplo. De segunda a sexta, das 18 às 22, a confidencialidade e o conselho profissional atendem do outro lado do 808 20 62 06.

Os “ingredientes” da menopausa

Entre os 40 e os 50 anos, podem declarar-se os sintomas da menopausa:

- aumento da proporção de gordura muscular
- diminuição da massa muscular
- diminuição do desejo sexual
- alterações do desempenho sexual
- dificuldade de concentração
- problemas de memória
- apatia e depressão
- fadiga
- irritabilidade e mau humor
- medo de enfrentar situações novas
- queda do cabelo
- necessidade de urinar com mais frequência





A responsabilidade editorial e científica destas informações é da Farmácia Saúde

4 comentários:

C Valente disse...

MUito bem apresentado
Saudações amigas

Tiana de Souza disse...

Gostei do blog, tem informações importantes.

TINTA PERMANENTE disse...

Foi por acaso; mas só desta vez! A próxima será por declarado interesse!...
Parabéns!


abraço

Ana Pereira disse...

É muito ilucidativo e ajuda bastante a compreender certas situações e duvidas no decorrer da vida, obrigado