
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Terça-feira, Setembro 29, 2009
ASTENIA SEXUAL

Astenia Sexual
Definição: ausência ou diminuição do desejo sexual, redução da libido, desinteresse pelas relações sexuais.
Deve ter-se em atenção que a redução da libido pode ser devida à toma de certos medicamentos: neurolépticos, anti-depressivos, digitálicos, certos hipotensores, a quimioterapia, etc.
Terapia nutricional
Aumentar o consumo de: pistacho, peixe, ovos, ostras, uvas secas, trigo germinado, soja germinada, tâmaras, cenouras, aipo, ginseng ou eleuterococos, pólen, levedura de cerveja, sumos de rebentos jovens de cereais, sumo de aipo, clorofila.
É também aconselhável uma preparação árabe para a actividade sexual: noz-moscada, galanga, cravinho, pimenta, cardomomo, piretro, flores de goivo.
Em quantidades iguais, moídos em conjunto. Fazer uma infusão com o pó obtido e adoçar com mel.
Evitar: café, álcool, trigo, açucares, doces, fritos, panados e conservas.
Higiene
Massajar o baixo-ventre com a seguinte mistura: 50% erva-das-verrugas, 25% jasmim e 25% de silindra ou óleo de amêndoas doces mais Óleo essêncial de Santalum.
Exercícios de Qi-Gong para a sexualidade.
Aromaterapia
Ylang-ylang (Cananga odorata) e coriandro (Coriandrum sativum)
Fitoterapia
Salsaparrilha, branca-ursina, gengibre, quina, cravinho, aipo (sementes).
Catuaba (Juniperus brasiliensis), maca (Lepidium perivianum)
Pansinystalia yomimbe: a yohimbina, um alcalóide extraído da casca desta árvore oriunda dos Camarões, é muito conhecida pela sua acção tónica e mesmo afrodisíaca.
Epimedium grandiflorum (planta chinesa), casca da Ptychopetalum olacoides ou de Abuta grandifolia, Richeria grandis, Afromamum (planta selvagem africana).
Oligoterapia
Zinco, uma dose de manhã, ao despertar.
Homeopatia
Para ela: R20 (Reckeweg), 20 gotas duas vezes ao dia, gotas glandulares para a mulher.
Para ele: R41 (Reckeweg), 15 gotas três vezes ao dia, contra a astenia sexual
Outras terapias:
Cronobiologia de acordo com Tao: o Taoísmo é uma das mais antigas ideologias. Originário da China, aplica-se segundo os princípios da alimentação, do exercício, a cura, a sexualidade, etc.
Os taoistas acreditam que certos órgãos são estimulados a horas específicas. Será então preferível escolher as horas em que se pratica o acto sexual de acordo com as patologias de que cada pessoa sofre, como por exemplo:
- Úlcera do estômago: fazer amor entre as 7 e as 9 da manhã;
- Problemas cardíacos: optar pela altura entre as 11 e as 13 horas;
- Quem é sujeito a crises de fígado, fazer amor por volta da 1 hora da manhã.
Produtos afrodisíacos
Terapia nutricional
Certos frutos: pêssego, romã (símbolo da fertilidade), damasco (fruto de Vénus). Pimentos, espargos, aipo.
Ostras, crustácios, especiarias, canela, trufas (Tuber), shilajit (remédio ayurvédico rico em ácidos fúlvicos na forma natural).
Chocolate (poder excitante graças à teobromina). Damiana (Turnera diffusa var.aphrodisiaca).
Evitar beber cerveja, eliminar os molhos e as gorduras difíceis de digerir, os panados e os fritos.
Higiene
Banhos de assentos frios.
Massagem no baixo-ventre com tintura de Bourse pasteurizada.
Aromaterapia
Ylang-ylang (Cananga odorata) e coriandro (Coriandrum sativum)
Fitoterapia
Infusões de: feno-grego (árabe), eruca (romano), ylang-ylang (Cananga odorata), Schisandra chinensis, ginseng (chinês), eleuterococos (russos), segurelha (Europa ocidental), catuaba (Erythroxylum Catuaba) (sul-americana), muirapuana (sul-americana), maca (Lepidium peruvianum walp., ginseng peruano), guaraná, yohimba (Camarões), Epimedium grandiflorum (“erva-do-bode”, japonesa), feijão aveludado (Mucuna pruriens).
Outras plantas estimulantes: asa-fétida, lentisco, erva-ursina espôndilo, hipericão, baunilha, gengibre, salsaparrilha, galanga (de acordo com São Hildegarde), Griffonia (que também é anti-diurética, anti-vómitos, e anti-séptica), Bois Bandé(5 gramas da casca maceradas num copo de água durante cerca de duas horas, manga, gengibre, manga verde, pimento vermelho forte.
Farmacopeia ayurvédica: Ashwaganda (Withania somnifera).
Por: Jean Claude Rodet
Sexta-feira, Setembro 18, 2009
PRÓSTATA

Campanha contra doenças da próstata tem apoio do Futebol Nacional.
Associação Portuguesa de Urologia e Liga Portuguesa de Futebol unem esforços Campanha contra doenças da próstata tem apoio do Futebol Nacional
A Semana Europeia das Doenças da Próstata, promovida pela Associação Portuguesa de Urologia (APU) desde 2005, vai contar este ano com o apoio da Liga Portuguesa de Futebol, numa campanha que visa alertar todos os homens com mais de 50 anos a consultarem o seu médico de família no sentido de prevenir o aparecimento deste tipo de patologias, uma vez que são doenças que surgem maioritariamente a partir desta idade e têm um desenvolvimento lento e silencioso.
O arranque da campanha vai ter início a 14 de Setembro, com a distribuição de folhetos e cartazes em hospitais, centros de saúde e farmácias a nível nacional. O encerramento, a 20 de Setembro, será comemorado através de uma faixa alusiva à efeméride que será apresentada pelos jogadores da Liga Sagres, nos jogos da 5ª Jornada - Braga-Porto, Sporting-Olhanense, Leiria-Benfica - e através da distribuição de folhetos com informação sobre as doenças da próstata e os sinais de alerta à porta dos estádios.
Tomé Lopes, Presidente da APU adianta que “a vergonha em partilhar os sintomas de natureza sexual, o receio de ser submetido a exames constrangedores, e a ideia de que os problemas urológicos são um fenómeno natural do envelhecimento devem ser definitivamente postos de lado. As consultas médicas anuais a partir dos 50 anos devem fazer parte da vida de todos os portugueses. O apoio da Liga Portuguesa de Futebol nesta campanha marca a diferença e irá certamente permitir que portugueses encarem a sua Saúde com uma atitude mais responsável.”
Para os interessados há um artigo sobre a PRÓSTATA neste blog.
É só clicar AQUI
Terça-feira, Setembro 08, 2009
Tudo o que precisa de saber antes de engravidar

Ginecologia e gravidez
Tudo o que precisa de saber antes de engravidar
Quando um casal decide ter um filho são muitas as dúvidas que se levantam. Desafiámos um especialista a responder às questões que mais a preocupam. Para que fique completamente esclarecida!
Contracepção, sexualidade, maternidade ou a simples acção das hormonas são alguns dos temas que podem surgir numa consulta de Ginecologia.
Apontar as questões a colocar antes de entrar no consultório é uma das regras a seguir para ter a certeza de que não se esquece de esclarecer nada. Mas, a verdade é que nem sempre chega a fazer todas as perguntas, seja por falta de tempo, de lembrança ou até por pensar que algumas das suas dúvidas podem parecer um pouco ridículas. Não se preocupe.
A saber viver reuniu as principais questões relacionadas com saúde feminina e, em conversa com Fernando Cirurgião, ginecologista, encontrou a resposta para cada uma delas:
1. Em que idade deve ser feita a primeira consulta de ginecologia?
A primeira consulta poderá apenas ser de esclarecimento de dúvidas, sobre o funcionamento do aparelho reprodutor, os métodos contraceptivos e a necessidade do preservativo como única forma de prevenir das doenças sexualmente transmissíveis. Pode acontecer durante a adolescência e é fundamental antes do início da vida sexual. Se tal não acontecer, é imprescindível realizá-la logo após a primeira relação sexual.
2. Com que regularidade se deve consultar um ginecologista?
Como rotina, uma vez por ano.
3. Para que serve o exame de Papanicolau?
Descrito por um médico com este nome há quase 60 anos, este exame tem como objectivo o rastreio do cancro do colo do útero. É realizado durante o exame ginecológico e deve ser feito anualmente.
4. A menstruação irregular pode ser indício de problema de saúde?
Os ciclos menstruais regulares traduzem um adequado funcionamento do aparelho reprodutor. A menstruação pressupõe que tenha ocorrido uma ovulação, sendo irregular pode deduzir-se que as ovulações não estão a acontecer na altura devida, o que pode comprometer a fertilidade.
Factores externos, emocionais, profissionais ou alterações do peso corporal podem estar na origem desta mudança. Os ovários poliquísticos são outra situação comum, mais frequente na adolescência e que se pode prolongar na idade fértil em que, conjuntamente com as irregularidades menstruais e dificuldade em engravidar, podem coexistir o peso excessivo, pilosidade e alterações na pele (oleosidade e acne).
5. O que pode provocar dor na relação sexual?
A dispareunia, dor no acto sexual, divide-se em superficial e profunda. A primeira localiza-se à entrada da vagina e levanta a suspeita de uma infecção ginecológica vulvovaginal, como a causada pelo fungo candida albicans.
Já a dor profunda pode dever-se à posição durante o acto sexual, a aderências entre os órgãos internos, como acontece após cirurgias abdominais ou como complicação de doenças inflamatórias pélvicas, e também a uma infecção pélvica aguda. Trata-se de um sintoma que justifica uma consulta de Ginecologia com a maior brevidade.
Há ainda outra patologia, nem sempre fácil de diagnosticar, a endometriose, cujas manifestações podem incluir dores espontâneas, durante as relações, e muito intensas na menstruação, bem como uma maior dificuldade em engravidar.
6. É normal a mulher ter corrimento vaginal?
O corrimento vaginal é normal e necessário, por exemplo durante o acto sexual. Habitualmente é transparente e tem um odor natural, já que as glândulas que o produzem são idênticas às do suor.
Quando associado a comichão, ardor, dor durante as relações, cor (branco grumoso, amarelo, esverdeado ou acinzentado) poderemos pensar que existe uma infecção. Esta pode localizar-se na vulva e vagina (vulvovaginite) ou ser mais grave, com origem no colo do útero (cervicite), no útero (endometrite) ou trompas (salpingite).
7. Que cuidados deve ter quem pretende engravidar?
Ir a uma consulta de Ginecologia para esclarecimento de dúvidas e iniciar um suplemento vitamínico de ácido fólico, fundamental ao desenvolvimento do sistema nervoso do futuro bebé e comprovado na prevenção da espinha bífida. Seguramente que lhe irão ser pedidos exames laboratoriais, entre os quais a colpocitologia, a tipagem sanguínea, análises de carácter geral e outras específicas para o rastreio de doenças infecciosas que poderiam interferir no desenvolvimento do bebé, nomeadamente o rastreio de rubéola, toxoplasmose, hepatites B e C, sífilis, VIH e citomegalovírus.
8. Usar pensos diários é prejudicial?
O uso de pensos diários facilita o desequilíbrio da flora vaginal com o crescimento dos microrganismos como os fungos que se dão bem nos ambientes quentes, húmidos e pouco arejados.
9. É verdade que os produtos de higiene íntima podem também ser prejudiciais?
Depende. Devem ser evitados os produtos perfumados. Aqueles considerados específicos, que respeitam o pH vaginal, que é ácido ao contrário da pele, podem ser usados diariamente.
10. O que são ovários micro-poliquísticos e que repercussões têm na saúde ou fertilidade?
Nesta situação, os ovários estão ligeiramente aumentados e a sua cápsula é mais fibrosa, o que também dificulta as ovulações. Esta descrição é ecográfica em que os ovários apresentam uma série de folículos, os percursores dos óvulos, à periferia. Habitualmente é associado a alterações hormonais e físicas.
É comum excesso de peso, alterações na pele (acne) e um aumento na pilosidade. A dificuldade em engravidar pode estar associada e deve-se à irregularidade nas ovulações.
11. A vacina contra o cancro do colo do útero também traz benefícios a mulheres adultas sexualmente activas?
O efeito preventivo do cancro do colo do útero existe para além dos 26 anos. Esta idade, teoricamente limite, havia sido falada porque os estudos iniciais só contemplavam mulheres entre os nove e os 26 anos. Entretanto, já foi alargado o âmbito dos mesmos e existe um efeito protector na prevenção da infecção pelos tipos de vírus HPV mais cancerígenos mesmo na faixa dos 40 anos.
12. Como pode ser feita a prevenção do cancro do colo do útero?
Deve-se realizar uma vigilância ginecológica regular, anual, com colpocitologias também anuais. E evitar fumar. O cancro do colo não é hereditário, é adquirido, e por detrás está um vírus, o HPV, cuja transmissão, ainda que não exclusiva, é essencialmente sexual pelo que para a sua prevenção só mesmo o uso de preservativo. Actualmente a vacina conseguirá prevenir mais de 2/3 dos casos de cancro do colo do útero.
13. Em relação ao cancro da mama que cuidados preventivos podemos ter?
Sob o ponto de vista geral, é tido que a gravidez e o amamentar têm um efeito protector. Deve fazer o auto-exame da mama mensalmente após a menstruação. Pode fazê-lo no banho (com a mão ensaboada é mais fácil deslizar ao longo da mama e axila para perceber se há diferenças comparativamente ao mês anterior).
A mamografia complementada com a ecografia deve ser pensada a partir dos 35 anos, ou antes se houver factores de risco como os antecedentes familiares. Entre os 35 e os 40 anos é feito um primeiro exame e após os 40 é feito de dois em dois anos.
14. Quando se deve realizar uma mamografia? É perigoso para a saúde?
Para além dos critérios de rastreio antes mencionados, pode justificar-se perante um exame clínico suspeito como a descoberta de um nódulo mamário. Apesar de ser um exame radiológico, mesmo feito anualmente, não traz nenhum risco acrescido.
15. Com que frequência deve ser revisto o método contraceptivo?
Havendo uma boa adaptação não há necessidade de mudança. A periodicidade das consultas anuais poderá ser mantida, com excepção do uso do DIU (dispositivo intrauterino) que passa a ser semestral. A mudança da pílula poderá ser recomendável se, para além do efeito contraceptivo, se justificar outros benefícios que algumas pílulas têm, nomeadamente a nível da pele, cabelo ou para debelar os sintomas da síndrome pré-menstrual.
16. A toma da pílula aumenta o risco de cancro da mama e afecta a fertilidade?
A pílula exerce um efeito protector quanto à patologia benigna da mama (quistos). Quanto ao cancro não se sabe, mas é aconselhável não ultrapassar os 15 anos de toma contínua.
A fertilidade não é afectada, o que acontece é que a capacidade fértil da mulher reduz-se com o passar do tempo e, enquanto está a tomar a pílula, os ciclos menstruais estão regulares de uma forma artificial e, se porventura quando a iniciou também tinha como objectivo regular a menstruação, quando a suspender tudo volta ao mesmo.
17. Que contraceptivo recomenda a uma mulher que não pretende usar um método hormonal?
As alternativas são poucas. Como método definitivo e considerado irreversível existe a laqueação de trompas. Em mulheres que pensem numa solução a médio-longo prazo, o dispositivo intrauterino (DIU) pode ser uma boa opção, já que a sua eficácia prolonga-se até aos cinco anos e pode ser retirado em qualquer altura.
18. É verdade que o DIU não deve ser usado por quem ainda não teve filhos?
Não é recomendável o seu uso por quem ainda não teve filhos. O DIU é um corpo estranho que fica colocado dentro do útero. Ainda que os riscos de infecção estejam mais relacionados com os cuidados higiénicos na altura da colocação, não deixa de causar uma reacção inflamatória local, já que é por este mecanismo que ele exerce o seu efeito contraceptivo.
Não vai modificar o padrão menstrual da mulher, ou seja, se era irregular continuará a ser e, por fim, espera-se um pouco mais de fluxo menstrual. Há um DIU que tem uma impregnação hormonal cuja libertação é exclusivamente intrauterina, o que o torna um método atractivo, porque acaba por ter as vantagens da pílula (redução do fluxo menstrual, dores).
19. O que marca o início da menopausa e quando é considerada precoce?
A instabilidade hormonal pela claudicação dos ovários pode começar até dez anos antes do desaparecimento das menstruações, manifestando-se pelas irregularidades menstruais e afrontamentos. O desaparecimento da menstruação antes dos 45 anos deve ser estudado pois considera-se uma menopausa precoce.
20. Quando é indicada a terapia hormonal de substituição (THSTHSTHS)? O risco de cancro é real?
A THS deve ser considerada em todas as mulheres na peri e pós-menopausa, desde que não existam contra-indicações. Beneficia todos os órgãos e sistemas (pele, sistema nervoso, cardiovascular, urogenital).
O risco de cancro da mama, que não se alterou, mantém-se ligeiramente mais elevado do que a população em geral só após sete anos de terapêutica hormonal, sabendo-se que nesse período não se verifica um risco acrescido e mesmo depois, não havendo alterações na mamografia, não haverá razões para interromper. As alternativas, como os fitoestrogénios, alguns apresentam resultados nos afrontamentos.
Texto: Manuela Vasconcelos com Fernando Cirurgião (ginecologista)
Domingo, Agosto 16, 2009
FAÇA FÉRIAS COM SAÚDE

Damos-lhe algumas dicas para manter a saúde nas férias, sem esquecer alguns conselhos quanto à Gripe A.
Não é novidade para ninguém que as férias fazem bem à saúde – pelo menos, aliviam o stress. Mas convém gozá-las em segurança, adoptando alguns cuidados. Que devem ser redobrados, claro, se viajar para o estrangeiro. Damos-lhe algumas dicas, para que tenha saúde nas férias – não esquecendo os conselhos quanto à Gripe A…
Cuidados básicos
Se gozar as suas férias longe de casa – quer seja em Portugal ou no estrangeiro – um pequeno kit de farmácia deve ser um companheiro indispensável de viagem. Claro que, se sofrer de alguma doença crónica, deve fazer-se acompanhar dos medicamentos de toma habitual, mas há outros produtos (que, normalmente, não necessitam de receita médica) que podem ser necessários. Assim, sugerimos que transporte consigo:
- Medicamentos para as náuseas e vómitos
- Um antidiarreico e um laxante
- Um antipirético e um analgésico
- Produtos de prevenção e tratamento das picadas de insectos
- Alguns artigos de primeiros socorros, como uma tesoura, adesivo, pensos, ligadura, gaze, água oxigenada
- Um termómetro
- Um creme calmante contra as irritações e as queimaduras solares
- E, claro, cremes de protecção solar
Tenha atenção ao facto de que alguns medicamentos que se tomam ou produtos que se aplicam na pele sofrem alterações quando nos expomos ao sol. Podem ocorrer reacções alérgicas, pelo que se deve informar junto do seu farmacêutico.
Ainda em relação ao astro-rei, nunca é de mais aconselhar medidas que já todos sabemos, mas que, por vezes, tardamos em adoptar. Assim, o Ministério da Saúde recomenda:
- Evitar a exposição solar entre as 11 e as 16 horas
- Proteger os bebés com menos de um ano de idade, que não devem ser expostos ao sol
- Usar sempre protector solar com um índice adequado à idade e ao tipo de pele de preferência superior a 30
Por outro lado, tenha especial atenção ao que come. «As intoxicações alimentares são uma situação frequente no Verão, pois «o calor pode favorecer a proliferação de microorganismos nos alimentos». Por isso, os conselhos do Ministério da Saúde (que se podem aplicar ao longo de toda a época, e não só durante as férias) vão no sentido de:
- Consumir preferencialmente alimentos frescos e cozinhados na hora, e no caso de haver dúvidas sobre a proveniência dos mesmos não os consumir
- Lavar bem os alimentos e não deixar fora do frigorífico aqueles que devem ser refrigerados
- Lavar bem as mãos antes e depois de manusear alimentos, e ter o mesmo cuidado com os utensílios utilizados na sua preparação
- Respeitar os prazos de validade dos produtos e acondicionar correctamente os alimentos
Claro que outros conselhos básicos de umas férias em segurança passam por evitar «refeições pesadas e a ingestão de bebidas alcoólicas», «aumentar a ingestão de líquidos (água ou sumos de fruta naturais, sem adição de açúcar)», bem como, «após uma refeição, aguardar três horas» antes de dar os apetecíveis mergulhos na praia ou na piscina… Sem esquecer que, além disso, se deve «respeitar as bandeiras das praias e as indicações dos nadadores-salvadores» – «opte sempre por frequentar praias devidamente vigiadas».
Vai para fora?
Sempre que pretende viajar para fora da Europa deve dirigir-se a uma consulta de saúde do viajante. Efectuadas por médicos especialistas em doenças infecciosas e em medicina tropicais, servem para aconselhar as medidas preventivas a adoptar antes, durante e depois da viagem, que incluem a «vacinação, medicação preventiva da malária, informação sobre higiene individual, cuidados a ter com a água e os alimentos que se ingerem, e outros aspectos para que deve estar alerta quando viaja», informa o portal do Ministério da Saúde.
Nessa consulta, «também lhe podem ser fornecidas informações sobre a assistência médica e segurança no país de destino e aconselhamento sobre a farmácia» que deve levar consigo. Por outro lado, serve para avaliar as «condições de saúde do viajante, nomeadamente grávidas, crianças, idosos, indivíduos com doenças crónicas sob medicação, entre outros».
A vacinação é um aspecto importante da consulta de saúde do viajante. O Regulamento Sanitário Internacional em vigor estipula que a única vacina que poderá ser exigida aos viajantes na travessia das fronteiras é a vacina contra a febre amarela, mas alguns países não autorizam a entrada no seu território sem o comprovativo de vacinação contra outras doenças (como a febre tifóide, ou a meningite meningocócica). Outras vacinas podem ser recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), dependendo do local para onde for.
Informe-se; há consultas de saúde do viajante e centros de vacinação internacional espalhados por todo o país .
Indo para fora da União Europeia, o mais provável é que a sua viagem se faça de avião. Ora, para reduzir o desconforto provocado por esse meio, aconselham-se algumas medidas:
- Ingerir bastantes líquidos e evitar bebidas alcoólicas (a pressurização e o sistema de renovação do ar deixam a humidade num nível muito baixo, o que pode fazer com que as pessoas fiquem com boca, nariz, olhos e garganta secos)
- Para prevenir dor ou o entupimento dos ouvidos – comuns durante a descolagem ou aterragem –, abrir e fechar a boca repetidamente durante essas alturas, ou bocejar ou mascar pastilha elástica
- Para prevenir náuseas e enjoos (para além de consultar previamente um médico, que lhe recomendará alguma medicação), deve-se, se possível, escolher um lugar no avião que fique antes da asa, bem como evitar ler, comer pouco, direccionar a ventilação do ar para a face
- Para prevenir o inchaço nas pernas (problema que pode ser mais intenso em pessoas com varizes ou insuficiência cardíaca), um dos recursos disponíveis é o uso de meias elásticas, bem como fazer alguns movimentos de compressão e relaxamento da musculatura e andar um pouco durante o voo.
Porém, mesmo adoptando estas e outras medidas preventivas, é possível que o jet lag - um estado de desequilíbrio entre o ritmo biológico do organismo e os indicadores externos ambientais que normalmente lhe servem de referência, causado pelas viagens de avião em direcção a leste ou a oeste - se instale no destino.
Os sintomas do jet lag mais comuns são sonolência, falta de atenção, irritabilidade e alterações do hábito intestinal, e são mais acentuados quando a diferença de horário entre o ponto de partida e o destino é superior a quatro horas.
No entanto, pode tentar evitar o jet lag, ainda antes do embarque. Calcule os horários nos quais deveria estar a almoçar e jantar no país de destino, e passe, na medida do possível, a tentar seguir essa rotina. Outra dica é tentar marcar a viagem de modo a que o desembarque se faça durante o dia, para poder começar a adaptação ao fotoperíodo (tempo ao qual o corpo fica exposto à luz natural) o mais rápido possível.
E, claro, atenção à Gripe A
O mundo está a viver uma pandemia de Gripe A (H1N1). Apesar de, até à data, a doença manifestar uma baixa virulência, e de a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) referirem que não há restrições oficiais relativamente às deslocações das pessoas entre países, a Direcção-Geral da Saúde deixa algumas recomendações para quem vai viajar.
O organismo aconselha, às pessoas que tenham doenças crónicas, que consultem o seu médico antes de viajar. Todos as outras – adultos e crianças – devem adoptar as seguintes medidas de prevenção, durante a viagem e estadia:
- Evitar o contacto com pessoas doentes
- Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou toalhetes com solução de álcool
- Evitar tocar com as mãos nos olhos, nariz e boca
- Cobrir a boca e nariz quando espirrar ou tossir, usando lenço de papel, sempre que possível, e deitando-o no lixo de seguida
- Limpar as superfícies sujeitas a contacto manual (como maçanetas das portas e corrimãos), com um produto de limpeza comum
A Direcção-Geral da Saúde recomenda que, «se ficar doente, permaneça no hotel ou em casa e consulte o médico, se necessário», desaconselhando veementemente a auto-medicação. «Se apresentar sintomas de gripe (febre alta de início súbito e tosse, dor de garganta, dores musculares, dores de cabeça, dificuldade respiratória ou diarreia), dentro dos sete dias após o regresso, ou se tiver tido contacto próximo com pessoas apresentando sintomas de gripe, deve permanecer em casa, ligar para Linha Saúde 24: 808 24 24 24 e seguir as instruções que lhes forem dadas».
Boas férias!
Seguindo as recomendações que passámos em revista, bem como outras que poderão ser dadas na consulta de medicina do viajante – caso vá para um destino para fora da Europa, nomeadamente exótico –, certamente poderá gozar umas férias em segurança e com saúde.
E aproveite-as: liberte-se do stress, conviva muito, pratique as actividades de lazer de que mais gostar, e sairá revigorado(a) para… mais um ano de trabalho…!
Texto: Ana João Fernandes
Revisão científica: Dr. Rui Nogueira, vice-presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral (APMCG)
Domingo, Agosto 02, 2009
TODA A VERDADE SOBRE O ORGASMO

A propósito do Dia Mundial do Orgasmo, assinalado a 31 de Julho, tivemos uma conversa franca e aberta com a sexóloga Marta Crawford. A entrevista começou pelo fim – pelo orgasmo –, mas deslizou para outros temas dentro da sexualidade. Sem tabus, claro.
Como se pode definir o orgasmo?
O orgasmo é uma sensação subjectiva de prazer, que ocorre através de uma estimulação, feita quer a dois, quer individualmente. Basicamente, no momento do orgasmo, há uma transformação fisiológica e física: no homem, através da ejaculação (apesar de esta não ser sinónimo de orgasmo); e, na mulher, através de todas as contracções que tem no aparelho reprodutor.
Os franceses dizem que é um momento de “quase morte”; é um momento de escape, de êxtase, que faz com que as pessoas possam até perder o sentido da realidade. Mas se, mecanicamente, o orgasmo não é difícil de obter, porque os corpos reagem a uma estimulação, a sua qualidade a nível psicológico depende da qualidade de uma relação a dois. O ideal é a conjugação entre o plano físico e o psicológico.
Diz que, mecanicamente, o orgasmo não é difícil de atingir. Mas há muitos casos de mulheres sexualmente activas que têm dificuldades…
Sim, casos de anorgasmia. Existem muitas mulheres que não conseguem, têm dificuldade em atingir o orgasmo. Mas muitas são mulheres que nunca se estimularam, nunca se masturbaram. São mulheres muito contidas que receberam uma educação muito fechada, muito púdica, ou que têm pouco à-vontade com o seu próprio corpo, que nunca observaram os seus genitais. E não estou a falar de mulheres mais velhas, estou a falar de mulheres de todas as idades.
A maior parte das mulheres que sofrem de anorgasmia têm um historial de não masturbação, de alguma vergonha com o corpo, e muitas delas, por exemplo, racionalizam muito a relação e não se conseguem deixar ir; são espectadoras da própria relação. Mas a terapia existe e normalmente funciona, porque ajuda a mulher a descobrir o seu próprio corpo, a centrar-se em si, aprender a deixar-se ir. Passado algum tempo, normalmente conseguem começar a ter orgasmos, não só individualmente, como também a dois.
Antigamente dizia-se que a masturbação fazia mal. Agora, pergunto: a masturbação faz bem?
Sim. Ao contrário daquilo que se pensava anteriormente, a masturbação tem uma série de benefícios. Hoje em dia, é muitas vezes uma das indicações em termos de terapia. Nos casos de anorgasmia, sugerimos que a mulher passe a tocar-se, a descobrir o seu próprio corpo, sempre dependendo da pessoa e do tipo de ideia que tem sobre a própria sexualidade.
Mas, no fundo, em termos de benefícios para a saúde, a masturbação, como o sexo, reduz o stress; liberta a tensão sexual; promove o prazer sexual e íntimo; alivia as dores sexuais em muitas mulheres; melhora a qualidade do sono; aumenta o fluxo sanguíneo em toda a zona genital; fortalece a tonicidade muscular de toda a zona pélvica e anal, reduzindo, de alguma forma, as hipóteses de incontinência urinária; estimula a produção de endorfinas, criando uma sensação de bem-estar; melhora a auto-estima…
Enfim, em termos gerais, a masturbação é uma coisa boa, e ajuda de facto no tratamento de certas disfunções sexuais. Claro que se um homem ou uma mulher passa a recorrer à masturbação porque tem dificuldades na relação a dois, ou exagera na sua frequência, aí torna-se um problema, que deve ser resolvido. Mas, em termos gerais, é uma coisa positiva.
Há a ideia de que existem dois tipos de orgasmo feminino: aquele que tem a ver com a estimulação do clítoris, e o que tem a ver com a penetração. Freud dizia que a mulher que não conseguisse atingir o orgasmo simplesmente através da penetração era imatura sexualmente. Ainda há mal-entendidos ou preconceitos em relação a isso?
Sim, vêm mulheres ao meu consultório porque se queixam de que não têm orgasmo, mas, depois, quando começo a perguntar se nunca tiveram, às vezes dizem que têm, mas através da masturbação ou de sexo oral... Mas, mesmo assim, acham que não têm orgasmo porque não o atingem através da penetração. No entanto, não há nada de errado com as mulheres que normalmente só obtém o orgasmo através de estimulação externa. Aliás, 80 e tal por cento das mulheres consegue o orgasmo precisamente desse modo, porque o clítoris tem uma série de terminações nervosas. São raras as mulheres que não têm prazer com a estimulação do clítoris.
O problema é que, como há a ideia de que sexo é uma relação coital, logo, toda a gente deseja atingir o orgasmo através da penetração. Só que para o homem, de facto, é mais fácil, porque a penetração é muito estimulante para ele: a humidade, o calor da vagina, os movimentos de “vai e vem” ajudam a estimular, porque o pénis, a zona da glande, tem muitas terminações nervosas e por isso mesmo está a ser totalmente estimulado com a penetração.
Mas, no caso feminino, estando essas terminações nervosas no exterior, por muitos movimentos que o homem possa fazer, se não houver estimulação exterior, então é insuficiente. Eu costumo dizer que o pénis, por si só, não faz tudo. Só que os homens ainda não perceberam isso.
Mas a mulher também tem responsabilidade…
Tem, tem. Mas muitas vezes, de facto, também tem a ideia de que tem um problema. Mas se a relação sexual é muito rápida, ou muito dirigida só para a área genital, ou se não há preliminares, se não há envolvimento, obviamente é difícil atingir o orgasmo.
Para além da dificuldade em atingir o orgasmo, que outras disfunções sexuais são mais comuns?
A minha percepção empírica é que a falta de desejo feminino é muito comum. O vaginismo – a dificuldade em ter uma relação de penetração – também. No caso masculino, pedem-me ajuda homens com problemas a nível da ejaculação prematura, mas também começa a ser frequente eles terem falta de desejo.
Tudo é, de algum modo, tratável?
As situações de desajuste surgem muito em função de problemas individuais, ou da relação com outra pessoa, ou de situações que têm a ver com o passado, e que influenciam de alguma forma o presente. Trabalhando essas situações, sejam elas questões da infância, da juventude, do último relacionamento, traumas sexuais, preconceitos, é possível melhorar a vivência da sexualidade. Em relação a um casal em que a mulher tem falta de desejo sexual, tem de se avaliar o que se passa. E muitas vezes através da terapia, o casal até descobre de que, apesar de estarem há muito tempo juntos, podem viver a sexualidade com prazer. Em termos de terapia, há que pôr o casal numa postura diferente, quase que num recomeçar muito sensorial, e normalmente funciona bastante bem.
As terapias normalmente têm seis a sete fases; passam por uma fase muito sensorial, em que o terapeuta dá uma série de recomendações ao casal, e cria também obstáculos. Por exemplo, no início, o casal não pode ter uma relação coital, não pode tocar-se nos sítios mais óbvios, mais sexuais, mas tem de ter sessões de intimidade três a quatro vezes por semana. Depois, de 15 em 15 dias voltam ao terapeuta; nós vamos avaliando como as coisas correram, vamos acrescentando mais passos, e vai-se evoluindo até ao ponto em que já é possível haver relação coital.
Mas, no fundo, a ideia é descobrirem-se, redescobrirem-se, baixar tudo o que tem a ver com a ansiedade coital, questões relacionadas com a penetração, tentar elevar o desejo através dos impedimentos, tentar de facto voltar a estar quase no início de uma relação, em que as pessoas são muito mais afectuosas umas com as outras, muito mais atentas, tocam muito mais. Às vezes, na terapia trabalhamos questões tão simples como a partilha das tarefas domésticas, os horários. Apesar de ser uma terapia sexual, às vezes falamos de questões como as famílias de origem, os avós ou os pais que se metem muito, a gestão dos filhos. Questões relacionadas com a auto-estima, com o próprio corpo, com a auto-imagem, com a auto-confiança, tudo isso, consoante a situação, é trabalhado de uma forma terapêutica, porque tudo tem a ver indirectamente com a sexualidade.
Para finalizar, deixe-nos um conselho para uma vida sexual mais satisfatória.
Há muitas medidas que se pode aconselhar, mas, basicamente, a primeira é saber falar sobre o assunto. Se o casal tem receio ou vergonha de falar sobre as suas necessidades, do que gosta e desgosta, se não tem à-vontade para falar sobre as fantasias, obviamente a relação começa a morrer, porque começa-se a ir para a relação sexual, não como uma coisa boa, mas como uma coisa que tem que ser. A maior parte dos casais que me procura é porque a sua sexualidade tomou uma certa rotina, uma certa insatisfação, e uma das coisas que tento ensinar é o aprender a ouvir. E não ter pressa. Porque a sexualidade não tem que ser vivida com pressa. Tudo bem que existem rapidinhas, que são uma coisa boa de vez em quando, mas se a vida sexual se transforma no dia-a-dia numa rapidinha, obviamente deixa de conseguir ter prazer.
A mulher leva muito mais tempo a ficar excitada que o homem (dependendo da idade); se não houver a capacidade de estimular devidamente, se houver pressa, se o homem se encaminha logo para os genitais e para as mamas da mulher, se não há capacidade de tocar, de descobrir o corpo um do outro e avançar lentamente, sem ter a obrigação de fazer uma espécie de menu sexual, em que tudo tem que acontecer, e acontecer tudo da mesma forma, obviamente ao fim de algum tempo, isso produz uma certa insatisfação.
É preciso comunicar, saber ouvir bem as necessidades do outro. A ajuda basicamente passa por isso. A conversação leva a que possamos melhorar qualquer envolvimento sexual. E, em última instância, se já se optou por uma série de técnicas, de tentativas para melhorar a relação e se vê que não é possível melhorar, então há que procurar os técnicos dentro da área da sexologia, que podem orientar o casal no sentido de ter uma vida sexual satisfatória.
E uma vida sexual satisfatória passa certamente por não viver concentrado(a) na busca do orgasmo…
Sim. Se os casais estão concentrados na obtenção do orgasmo, na obtenção rápida do orgasmo, não usufruem do bom que é o relacionamento sexual: a vivência, o olhar, o beijar, o tocar, o cheirar, tudo o que tem a ver com as sensações. Hoje é quase tudo orientado para se ir à caça do orgasmo, mas o que é certo é que é preciso saber viver a sexualidade, aí é que se diferencia a qualidade do orgasmo. Há casais que já não se beijam de língua, já não se olham nos olhos durante o acto sexual! Quando isso acontece, até se pode conseguir atingir um orgasmo – porque mecanicamente, como disse, não é muito difícil – mas psicologicamente será um orgasmo de segunda. E para quê ter um orgasmo de segunda quando se pode viver um de primeira…?
Texto: Ana João Fernandes
Quinta-feira, Julho 16, 2009
RETENÇÃO DE LÍQUIDOS

Retenção de líquidos
O que deve fazer para a combater
Trata-se da acumulação de líquido que passa das veias para exterior (espaço intercelular) e provoca inchaço na zona afectada.
A retenção de líquidos é um transtorno metabólico que consiste na acumulação de água no organismo, normalmente nas pernas, abdómen ou mãos, provocando inchaço (edema).
Esta manifesta-se quando o nível de líquidos ultrapassa os 75%.
Causas
Deve-se a um desequilíbrio no sistema hormonal que regula o nível de líquido no corpo. Pode ser causado por excesso de sal na alimentação, défice de proteínas (as proteínas fazem com que o fígado produza albumina, uma substância que evita a acumulação de líquidos), ou pela escassez de nutrientes (vitaminas C e B6, magnésio, potássio e ácidos gordos ómega-3 e ómega-6).
Sintomas
Inchaço, cãibras, fraqueza, palpitações e mal-estar. Também pode ocorrer queda de cabelo, alergias, unhas quebradiças e tónus muscular debilitado.
Tratamento
Aconselha-se uma mudança dos hábitos alimentares, com uma dieta rica em proteínas (aves, peixes e legumes), frutos secos, verduras e frutas.
De quem é a culpa?
Cuidado com o sal. Muita da culpa do excesso de sal (sódio) na comida cabe à fast food, aos alimentos
pré-cozinhados, ao queijo, aos snacks e aos enchidos. Tente evitá-los e escolha os que têm pouco sal.
O desequilíbrio hormonal que provoca a retenção de líquidos também pode ser produzido por doenças cardiovasculares, gravidez, síndrome pré-menstrual, alterações no fígado ou nos rins e alguns fármacos. Por isso, é importante que seja o médico a determinar qual o melhor tratamento a seguir.
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista PREVENIR
Segunda-feira, Junho 29, 2009
GRIPE A

O que é a Gripe A?
A Gripe A é uma doença respiratória provocada por ortomixovírus endémicos aos porcos. Até à data, as correntes isoladas da doença têm sido classificadas como vírus gripais de tipo C ou de tipo A, como é o caso da que está actualmente a grassar pelo mundo, que é do tipo AH1N1.
Embora a Gripe A não seja um acontecimento raro em determinadas zonas do globo, afectando directamente pessoas em contacto com os suínos, já houve ameaças anteriores de pandemia alargada, como a que se verificou nos EUA em 1978 e nas Filipinas em 2007.
As origens do vírus H1N1 ainda não estão completamente determinadas, mas tudo indica que se trata de um híbrido de matrial genético de aves, humanos e porcos. Hoje, no léxico comum, aplica-se a designação de "gripe suína" àquela que afecta unicamente os porcos e "Gripe A" aquela que está actualmente a afectar os seres humanos.
A Organização Mundial de Saúde expressou bastante preocupação com a doença, essencialmente pelo facto dela se transmrtir não só pelos animais mas também de humano para humano, determinando tratar-se de «uma emergência de saúde pública de âmbito internacional» e sublinhando o conhecimento ainda deficiente das «características clínicas, epidemiologia e virulogia dos casos confirmados e das respostas apropriadas».
Como se contrai a Gripe A?
À partida, o vírus da Gripe A contrai-se através do contacto directo com os animais infectados, mas sabe-se já que também pode espalhar-se pelo ar, através de tosses e espirros.
Além disso, evidências crescentes mostram que pequenas partículas do vírus podem resistir em mesas, telefones e outras áreas e serem transferidas pelos dedos quando levados à boca, nariz ou olhos.
O vírus não pode, como já foi amplamente sublinhado, ser transmitido através do consumo de carne de porco, uma vez que a temperatura de cozedura (71º Celsius) destrói os vírus e as bactérias.
Quais os sintomas da Gripe A?
Os sintomas não são muito diversos dos de uma gripe comum, embora se agravem rapidamente. Consistem numa febre repentina (acima dos 38ª C.), congestionamento nasal, tosse intensa, falta de apetite e intensa dor de cabeça e de articulações.
Para saber se se está infectado pelo vírus, é efectuado um «exame clínico detalhado», que analisa secreções de nariz e laringe durante as primeiras 24-72 horas, e de sangue para identificar anticorpos.
Há vacinas ou cura para a doença?
Vacinas só existem para os próprios porcos, não para o ser humano. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina existente para humanos é para uma cepa anterior ao vírus, com o qual não é tão eficaz. Mas «a produção de vacina pode tornar-se possível na medida em que o vírus tenha sido identificado».
Nos casos confirmados, as autoridades mexicanas fornecem os antivirais "oseltamivir" e "zanamivir", mas sob estrita supervisão médica já que são fórmulas «de uso delicado» e uma má aplicação «não está isenta de efeitos secundários». O Tamiflu, o medicamento que contém o seltamivir, utilizado contra a gripe aviária, é eficaz, segundo a OMS.
Como prevenir a gripe suína?
Segundo a Direcção Geral de Saúde (DGS), há medidas essenciais a viajantes que se desloquem para regiões afectadas:
- Lavagem frequente das mãos, com água e sabão, para reduzir a probabilidade de transmissão da infecção.
- Cobrir a boca e nariz quando espirrar ou tossir, usando lenço de papel sempre que possível.
-Utilizar lenços de papel, que devem ser de uso único, depositando-os num saco de plástico que deve ser fechado e colocado no lixo após utilização.
- Limpar superfícies sujeitas a contacto manual (como maçanetas das portas) com um produto de limpeza comum.
- O cumprimento destas indicações é muito importante igualmente em crianças.
Nos próprios locais, sugere-se também o afastamento de outras pessoas que possam estar infectadas, além da tentativa de evitar grandes aglomerações, e de trabalhar e até repousar em casa se a infecção se espalhar pela comunidade.
Naturalmente que qualquer um com os sintomas semelhantes ao da gripe suína – ou de qualquer outra gripe -, como febre repentina, tosse ou dores musculares, deve evitar o trabalho ou o transporte público e deve realizar exames médicos.
Muito importante ainda é que os viajantes que regressem de áreas atingidas ou que tenham tido contacto próximo com qualquer pessoa infectada e que apresentem sintomas de gripe devam permanecer em casa e ligar para a Linha Saúde 24, através do número 808 24 24 24 e seguirem as instruções que lhes forem dadas.
Domingo, Junho 21, 2009
DERMATITE ATÓPICA

A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, diz respeito a um distúrbio pruriginoso e inflamatório da pele que ocorre principalmente na infância, caracterizado por recaídas, remissões e evolução imprevisível. Afecta maioritariamente o sexo masculino.
A causa da seu aparecimento é desconhecida mas a hereditariedade parece ser o factor preponderante, aparecendo geralmente em crianças que têm doenças alérgicas, como asma, rinite alérgica ou febre dos fenos. Em alguns casos (cerca de 60%), a dermatite atopica surge nos primeiros meses de vida , sendo que em 90% dos casos ocorre antes dos 5 anos de idade.
Existem vários sinais e sintomas relacionados com esta patologia, sendo os principais as manifestações cutâneas e o prurido que por si só provocam um conjunto de lesões devidas ao “arranhar” constante. Desta forma, pode-se esperar escoriações diversas que podem levar ao aparecimento de vesículas, pápulas e placas. Este ciclo de comichão-coçar -erupção-comichão piora o problema permitindo a proliferação de bactérias e consequente infecção.
A Dermatite Atópica possui vários estágios que dependem do grau de inflamação da pele.
O estágio agudo pode incluir eritema e edema, com exsudação e formação de crostas, enquanto que a doença crónica se manifesta fundamentalmente através de pele seca (xerose) e descamativa. A dermatite atópica do lactente ou da primeira infância ocorre por volta dos 2-3 meses de idade, com episódios de prurido. Desenvolvem-se lesões vermelhas, exsudativas e com crostas na face (bochecha), couro cabeludo e membros. Em casos mais graves pode haver generalização da doença.
A dermatite atópica da criança ou da segunda infância ocorre em crianças entre os 2-12 anos de idade. Nesta faixa etária, as zonas caracteristicamente envolvidas são as superfícies de flexão dos membros (os punhos e tornozelos).
Nos adolescentes e adultos as zonas mais atingidas são as mãos, pés e face (sobretudo à volta dos olhos).
Factores agravantes da Dermatite Atópica!
A dermatite atópica pode piorar quando há exposição aos aero-alergenos tais como o pólen, pó e ácaros. A utilização de detergentes pode também exacerbar o problema. Certas roupas e alimentos têm sido relacionados com a dermatite atópica. Torna-se também importante avaliar a implicação de factores emocionais (stress), que podem levar ao desencadear ou agravamento da patologia. O uso de perfumes, soluções antissépticas e ambientais com vapores agressivos também devem ser evitados.
A identificação e tratamento precoce da dermatite atópica são importantes para reduzir as lesões e sintomas, prevenir as recaídas e modificar o curso natural da doença...
Actualmente não existem testes laboratoriais específicos para diagnosticar esta patologia, sendo a detecção clínica baseada em características típicas desta doença. O diagnóstico é feito em função da idade do doente, morfologia e topografia características, prurido, história familiar ou pessoal de atopia (doenças alérgicas) e curso crónico ou recorrente.
Como tratar a Dermatite Atópica?
O tratamento é principalmente sintomático, tendo que ser adaptado à situação específica do doente. O principal cuidado com uma pele atópica é diminuir a secura cutânea e o prurido de modo a não se agravar o estado inicial da doença.
São de extrema importância as medidas não farmacológicas no controlo e prevenção da dermatite atópica, sendo que entre elas podemos referir:
-as unhas devem ser mantidas curtas (sobretudo em crianças) para evitar escoriações e sobre-infecções;
-remoção dos irritantes ambientais, alcatifas, roupas de lã, cobertores, detergentes e animais domésticos;
-embora não se tenha estabelecido uma relação causal com qualquer alimento, como medida geral podem ser evitados os ovos, frango, leite de vaca, produtos com corantes e conservantes;
-evitar pó, pólen, fungos e ácaros, que desencadeiam e agravam o problema.
-banhos pouco frequentes e pouco demorados, com água morna e secagem sem fricção;
-utilizar cremes emolientes no banho e após o banho, várias vezes ao dia, de modo a restabelecer a barreira cutânea;
-evitar no vestuário fibras, nylon e materiais rugosos;
-evitar exposição solar excessiva e usar protectores solares adequados de modo a prevenir queimaduras.
Relativamente ao tratamento farmacológico, os cremes ou unguentos com corticosteróides tornam-se muito úteis na fase aguda da dermatite atópica. No entanto, é importante referir que o uso deste tipo de fármacos não pode ser prolongado, devido aos seus efeitos secundários. Neste sentido, deve-se suspender o tratamento mal as lesões tenham desaparecido Medicamentos tópicos com alcatrão (apresenta propriedades anti-inflamatórias e anti-pruriginosas) também constituem uma alternativa nas formas agudas e subagudas, aplicados em banhos, cremes e loções.
Muitas vezes recorre-se ao uso de anti-histamínicos orais, devido ao seu efeito sedativo, importante na diminuição do prurido nocturno. Contudo, anti-histamínicos tópicos não são indicados uma vez que podem provocar irritação cutânea levando a uma exacerbação do problema.
Se tem um filho com dermatite atópica saiba que a adopção de estilos de vida adequados e a aplicação de emolientes diários, logo após o banho, são eficazes no tratamento e na redução das crises. Mas não se esqueça que cada criança com dermatite atópica é um caso e que os tratamentos devem ser individualizados e orientados.
(Farmácia Alvim)
Sexta-feira, Abril 03, 2009
Domingo, Março 15, 2009
Terça-feira, Março 10, 2009
ERECÇÃO
Este artigo versa sobre a ereção fisiológica humana.
A erecção do pênis, clitóris ou mamilo acontece quando estas estruturas se tornam firmes e dilatadas.
O mecanismo da erecção depende de uma complexa interação psicológica, neurológica, vascular e endócrina. O termo também é aplicado a todo o processo que leva ao estado de erecção.
ERECÇÃO DO PÉNIS
A glândula pituitária (A hipófise é uma glândula endócrina, situada na sela túrcica (uma cavidade óssea localizada na base do cérebro), que se liga ao hipotálamo através do pedúnculo hipofisário ou infundíbulo. A hipófise é uma glândula que produz numerosos e importantes hormônios, por isso reconhecida como glândula-mestra do sistema nervoso).
A próstata (A próstata é uma glândula exócrina que faz parte do sistema reprodutor dos mamíferos machos.A próstata difere consideravelmente entre espécies anatomicamente, quimicamente e fisiologicamente. A função da próstata humana é produzir e armazenar um fluído incolor e ligeiramente alcalino (pH 7.29) que constitui 10-30% do volume do fluido seminal, que juntamente com os espermatozóides constitui o sémen.
O hormônio testosterona (Testosterona é um hormônio esteróide produzido, tanto nos Homens quanto nas Mulheres.Nos homens pelos testículos (os quais também produzem espermatozóides e uma série de outros hormônios que controlam o desenvolvimento normal e funcionamento), nos indivíduos do sexo feminino, pelos ovários, e, em pequena quantidade em ambos, também pelas glândulas supra-renais. Vale ressaltar que a síntese da testosterona é estimulada pela ação do LH (hormônio luteinizante), que por sua vez é produzido pela pituitária anterior (adenohipófise ou simplesmente hipófise).
A testosterona é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, sendo também importante para a função sexual normal e o desempenho sexual. Apesar de ser encontrada em ambos os sexos, em média, o organismo de um adulto do sexo masculino produz cerca de vinte a trinta vezes mais a quantidade de testosterona que o organismo de um adulto do sexo feminino, tendo assim um papel determinante na diferenciação dos sexos na espécie humana.
têm um papel importante no processo de ereção do pênis.
Uma ereção peniana acontece quando as duas estruturas tubulares que correm o comprimento do pênis, os corpos cavernosos, se tornam cheios de sangue. Isso pode ser resultado de qualquer um de vários estímulos fisiológicos. O corpo esponjoso é uma estrutura tubular simples localizada logo abaixo dos corpos cavernosos, que contém a uretra, através da qual a urina e o sêmen passam durante o ato de urinar e na ejaculação, respectivamente. O corpo esponjoso pode também ser preenchido de sangue, mas comparativamente menos que os corpos cavernosos.
A ereção peniana, (Imagem da diferença entre um pênis ereto e outro flácido) geralmente ocorre a partir da estimulação sexual, mas também pode ocorrer em momentos em que a bexiga urinária está cheia ou espontaneamente durante o decorrer do dia ou noite. Uma ereção resulta do inchamento e aumento do pênis. A ereção possibilita a relação sexual de ocorrer e outras atividades sexuais como a masturbação, embora não seja essencial para todas as atividades sexuais.
Na presença de estimulação mecânica, a ereção é iniciada pela divisão parassimpática (Chama-se sistema nervoso parassimpático a parte do sistema nervoso autônomo cujos neurônios se localizam no tronco cerebral ou na medula sacral, segmentos S2, S3 e S4.)
do sistema nervoso autônomo com uma mínima participação do sistema nervoso central. Os ramos parassimpáticos se estendem do plexo sacral até as artérias que vascularizam o tecido erétil; com a estimulação, esses ramos de nervo começam a liberar óxido nítrico (NO)(O óxido nítrico (também conhecido por monóxido de nitrogênio e monóxido de azoto), de fórmula química NO, é um gás solúvel, altamente lipofílico sintetizado pelas células endoteliais, macrófagos e certo grupo de neurônios do cérebro. É um importante sinalizador intracelular e extracelular, e actua induzindo a guanil ciclase, que produz guanosina monofosfato cíclico (GMP) que tem entre outros efeitos o relaxamento do músculo liso o que provoca, como acções biológicas, a vaso e a broncodilatação.
um agente vasodilatador, nas artérias-alvo. As artérias então dilatam, preenchendo o corpo esponjoso e os corpos cavernosos do pênis com sangue. A ereção é cessada quanO óxido nítrico (também conhecido por monóxido de nitrogênio e monóxido de azoto), de fórmula química NO, é um gás solúvel, altamente lipofílico sintetizado pelas células endoteliais, macrófagos e certo grupo de neurônios do cérebro. É um importante sinalizador intracelular e extracelular, e actua induzindo a guanil ciclase, que produz guanosina monofosfato cíclico (GMP) que tem entre outros efeitos o relaxamento do músculo liso o que provoca, como acções biológicas, a vaso e a broncodilatação.
do a estimulação parassimpática é descontinuada. A estimulação da divisão simpática do sistema nervoso autônomo causa a constrição das artérias do pênis, forçando para fora o sangue do tecido erétil.
O córtex cerebral (O córtex cerebral corresponde à camada mais externa do cérebro dos vertebrados, sendo rico em neurônios e o local do processamento neuronal mais sofisticado e distinto. O córtex humano tem 1-4mm de espessura, com uma área de 0,22m2 (se fosse disposto num plano) e desempenha um papel central em funções complexas do cérebro como na memória, atenção, consciência, linguagem, percepção e pensamento.
pode iniciar uma ereção mesmo na ausência de uma estimulação mecânica direta (em resposta a um estimulo visual, auditivo, olfatório, imaginado ou tátil, por exemplo) atuando através dos centros eréteis nas regiões sacrais e lombares da medula espinhal. O córtex cerebral pode cessar uma ereção mesmo na presença de estimulação mecânica, assim como fatores psicológicos, emocionais e outros ambientais.
O termo oposto à ereção é detumescência
Disfunção erétil, antigamente chamada de impotência sexual, é o nome que se dá à incapacidade de manter uma ereção do pênis para uma satisfatória relação sexual.
ERECÇÂO DO CLITÓRIS
A ereção do clitóris (Clitóris, clítoris ou clitóride (do grego κλειτορἰς - kleitorís) é, na anatomia, o nome que se dá ao órgão alongado e erétil, localizado na parte superior da vulva, nos mamíferos. Similar ao pênis, que é homólogo ao clitóris - este porém não possui a divisão distal que este apresenta para a uretra e tem função exclusivamente no prazer sexual, mormente nos humanos (a única exceção nesta conformação anatômica ocorre com a Hiena-malhada: nesta espécie, o sistema urogenital é único, possuindo um grande clitóris, chamado de pseudo-pênis, que tem o canal urinário e as vias sexuais e reprodutivas)
faz parte do amadurecimento sexual nas mulheres. O clitóris feminino é a parte anatomicamente homóloga ao pênis, e o mecanismo de ereção é semelhante.
ERECÇÃO DO MAMILO
A ereção do mamilo (Mamilo (do latim mamilla) é a parte da mama que envolve a extremidade por onde sai o leite, na mulher e nas fêmeas dos mamíferos. Chamado também de bico do peito.
Compreende a junção dos ductos mamários, a abertura para saída do leite e a aréola, parte mais escura ao redor da abertura.
pode resultar basicamente de três tipos de resposta. Acontece nas mulheres durante a alimentação no seio. É também uma parte primitiva da resposta sexual de homens e mulheres. A ereção do mamilo também pode ser causada pela baixa temperatura tanto em homens quanto em mulheres. Isto acontece simplesmente por resposta tátil à baixa temperatura, não sendo relacionado com estímulos sexuais.
A erecção do pênis, clitóris ou mamilo acontece quando estas estruturas se tornam firmes e dilatadas.
O mecanismo da erecção depende de uma complexa interação psicológica, neurológica, vascular e endócrina. O termo também é aplicado a todo o processo que leva ao estado de erecção.
ERECÇÃO DO PÉNIS
A glândula pituitária (A hipófise é uma glândula endócrina, situada na sela túrcica (uma cavidade óssea localizada na base do cérebro), que se liga ao hipotálamo através do pedúnculo hipofisário ou infundíbulo. A hipófise é uma glândula que produz numerosos e importantes hormônios, por isso reconhecida como glândula-mestra do sistema nervoso).
A próstata (A próstata é uma glândula exócrina que faz parte do sistema reprodutor dos mamíferos machos.A próstata difere consideravelmente entre espécies anatomicamente, quimicamente e fisiologicamente. A função da próstata humana é produzir e armazenar um fluído incolor e ligeiramente alcalino (pH 7.29) que constitui 10-30% do volume do fluido seminal, que juntamente com os espermatozóides constitui o sémen.
O hormônio testosterona (Testosterona é um hormônio esteróide produzido, tanto nos Homens quanto nas Mulheres.Nos homens pelos testículos (os quais também produzem espermatozóides e uma série de outros hormônios que controlam o desenvolvimento normal e funcionamento), nos indivíduos do sexo feminino, pelos ovários, e, em pequena quantidade em ambos, também pelas glândulas supra-renais. Vale ressaltar que a síntese da testosterona é estimulada pela ação do LH (hormônio luteinizante), que por sua vez é produzido pela pituitária anterior (adenohipófise ou simplesmente hipófise).
A testosterona é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, sendo também importante para a função sexual normal e o desempenho sexual. Apesar de ser encontrada em ambos os sexos, em média, o organismo de um adulto do sexo masculino produz cerca de vinte a trinta vezes mais a quantidade de testosterona que o organismo de um adulto do sexo feminino, tendo assim um papel determinante na diferenciação dos sexos na espécie humana.
têm um papel importante no processo de ereção do pênis.
Uma ereção peniana acontece quando as duas estruturas tubulares que correm o comprimento do pênis, os corpos cavernosos, se tornam cheios de sangue. Isso pode ser resultado de qualquer um de vários estímulos fisiológicos. O corpo esponjoso é uma estrutura tubular simples localizada logo abaixo dos corpos cavernosos, que contém a uretra, através da qual a urina e o sêmen passam durante o ato de urinar e na ejaculação, respectivamente. O corpo esponjoso pode também ser preenchido de sangue, mas comparativamente menos que os corpos cavernosos.
A ereção peniana, (Imagem da diferença entre um pênis ereto e outro flácido) geralmente ocorre a partir da estimulação sexual, mas também pode ocorrer em momentos em que a bexiga urinária está cheia ou espontaneamente durante o decorrer do dia ou noite. Uma ereção resulta do inchamento e aumento do pênis. A ereção possibilita a relação sexual de ocorrer e outras atividades sexuais como a masturbação, embora não seja essencial para todas as atividades sexuais.
Na presença de estimulação mecânica, a ereção é iniciada pela divisão parassimpática (Chama-se sistema nervoso parassimpático a parte do sistema nervoso autônomo cujos neurônios se localizam no tronco cerebral ou na medula sacral, segmentos S2, S3 e S4.)
do sistema nervoso autônomo com uma mínima participação do sistema nervoso central. Os ramos parassimpáticos se estendem do plexo sacral até as artérias que vascularizam o tecido erétil; com a estimulação, esses ramos de nervo começam a liberar óxido nítrico (NO)(O óxido nítrico (também conhecido por monóxido de nitrogênio e monóxido de azoto), de fórmula química NO, é um gás solúvel, altamente lipofílico sintetizado pelas células endoteliais, macrófagos e certo grupo de neurônios do cérebro. É um importante sinalizador intracelular e extracelular, e actua induzindo a guanil ciclase, que produz guanosina monofosfato cíclico (GMP) que tem entre outros efeitos o relaxamento do músculo liso o que provoca, como acções biológicas, a vaso e a broncodilatação.
um agente vasodilatador, nas artérias-alvo. As artérias então dilatam, preenchendo o corpo esponjoso e os corpos cavernosos do pênis com sangue. A ereção é cessada quanO óxido nítrico (também conhecido por monóxido de nitrogênio e monóxido de azoto), de fórmula química NO, é um gás solúvel, altamente lipofílico sintetizado pelas células endoteliais, macrófagos e certo grupo de neurônios do cérebro. É um importante sinalizador intracelular e extracelular, e actua induzindo a guanil ciclase, que produz guanosina monofosfato cíclico (GMP) que tem entre outros efeitos o relaxamento do músculo liso o que provoca, como acções biológicas, a vaso e a broncodilatação.
do a estimulação parassimpática é descontinuada. A estimulação da divisão simpática do sistema nervoso autônomo causa a constrição das artérias do pênis, forçando para fora o sangue do tecido erétil.
O córtex cerebral (O córtex cerebral corresponde à camada mais externa do cérebro dos vertebrados, sendo rico em neurônios e o local do processamento neuronal mais sofisticado e distinto. O córtex humano tem 1-4mm de espessura, com uma área de 0,22m2 (se fosse disposto num plano) e desempenha um papel central em funções complexas do cérebro como na memória, atenção, consciência, linguagem, percepção e pensamento.
pode iniciar uma ereção mesmo na ausência de uma estimulação mecânica direta (em resposta a um estimulo visual, auditivo, olfatório, imaginado ou tátil, por exemplo) atuando através dos centros eréteis nas regiões sacrais e lombares da medula espinhal. O córtex cerebral pode cessar uma ereção mesmo na presença de estimulação mecânica, assim como fatores psicológicos, emocionais e outros ambientais.
O termo oposto à ereção é detumescência
Disfunção erétil, antigamente chamada de impotência sexual, é o nome que se dá à incapacidade de manter uma ereção do pênis para uma satisfatória relação sexual.
ERECÇÂO DO CLITÓRIS
A ereção do clitóris (Clitóris, clítoris ou clitóride (do grego κλειτορἰς - kleitorís) é, na anatomia, o nome que se dá ao órgão alongado e erétil, localizado na parte superior da vulva, nos mamíferos. Similar ao pênis, que é homólogo ao clitóris - este porém não possui a divisão distal que este apresenta para a uretra e tem função exclusivamente no prazer sexual, mormente nos humanos (a única exceção nesta conformação anatômica ocorre com a Hiena-malhada: nesta espécie, o sistema urogenital é único, possuindo um grande clitóris, chamado de pseudo-pênis, que tem o canal urinário e as vias sexuais e reprodutivas)
faz parte do amadurecimento sexual nas mulheres. O clitóris feminino é a parte anatomicamente homóloga ao pênis, e o mecanismo de ereção é semelhante.
ERECÇÃO DO MAMILO
A ereção do mamilo (Mamilo (do latim mamilla) é a parte da mama que envolve a extremidade por onde sai o leite, na mulher e nas fêmeas dos mamíferos. Chamado também de bico do peito.
Compreende a junção dos ductos mamários, a abertura para saída do leite e a aréola, parte mais escura ao redor da abertura.
pode resultar basicamente de três tipos de resposta. Acontece nas mulheres durante a alimentação no seio. É também uma parte primitiva da resposta sexual de homens e mulheres. A ereção do mamilo também pode ser causada pela baixa temperatura tanto em homens quanto em mulheres. Isto acontece simplesmente por resposta tátil à baixa temperatura, não sendo relacionado com estímulos sexuais.
Terça-feira, Março 03, 2009
Morton's Neuroma

Transcrevemos na íntegra o artigo verificando uma tradução não muito correcta.
Por tal motivo editámos também o texto em inglês.
Fonte: PODIATRY CHANNEL
Visão geral
Neuroma de Morton é uma ampliação do nervo que ocorre normalmente na terceira entrelinha, que é entre o terceiro e quarto pododáctilos (ver imagem).
To understand this further, it may be helpful to look at the anatomy of the foot . Para entender mais esse, pode ser útil para estudar a anatomia do pé. Morton's Neuroma
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Problems often develop in this area because part of the lateral plantar nerve combines with part of the medial plantar nerve here.
Problemas frequentemente desenvolver nesta área, porque parte da lateral do nervo plantar combina com a parte medial do nervo plantar aqui.
When the two nerves combine, they are typically larger in diameter than those going to the other toes.Ao combinar os dois nervos, eles são tipicamente de diâmetro maior do que aqueles que vai para o outro pé.
Also, the nerve lies in subcutaneous tissue, just above the fat pad of the foot, close to an artery and vein.Além disso, o nervo encontra-se em tecido subcutâneo, logo acima da gordura almofada do pé, perto de uma artéria e veia.
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Above the nerve is a structure called the deep transverse metatarsal ligament.
Acima do nervo é uma estrutura denominada ligamento metatarsal transverso profundo.
This ligament is very strong, holds the metatarsal bones together, and creates the ceiling of the nerve compartment.Este ligamento é muito forte, tem os ossos metatarsais juntos, e cria o limite máximo do nervo compartimento.
With each step, the ground pushes up on the enlarged nerve and the deep transverse metatarsal ligament pushes down.Com cada passo, o chão empurra-se sobre o nervo alargada e profunda do ligamento metatarsal transverso empurra para baixo.
This causes compression in a confined space.Isto provoca uma compressão no espaço confinado.
The reason the nerve enlarges has not been determined. Flatfeet can cause the nerve to be pulled toward the middle (medially) more than normal, which can cause irritation and possibly enlargement of the nerve.
A razão pela qual o nervo amplia ainda não foi determinada. Flatfeet pode causar o descaramento de ser puxado em direção ao meio (medialmente) mais do que o normal, o que pode causar irritação e possivelmente o alargamento do nervo.
The syndrome is more common in women than men, possibly because women wear confining shoes more often. High heels cause more weight to be transferred to the front of the foot and tight toe boxes create lateral compression.A síndrome é mais comum em mulheres do que homens, possivelmente porque as mulheres usam sapatos confinando com mais freqüência. Saltos altos provocam maior peso a ser transferidos para a parte dianteira do pé dedo do pé e apertado criar caixas laterais compressão.
As a result, there is more force being applied in the area and the nerve compartment is squeezed on all sides.Como resultado, não há mais força a ser aplicada na área e é o nervo compartimento espremido por todos os lados.
Under such conditions, even a minimal enlargement in the nerve can elicit pain.Sob essas condições, mesmo um alargamento mínimo no nervo pode suscitar dor.
Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009
O NÉCTAR DOS BEBÉS

O Néctar dos Bebés
O leite materno é o único alimento capaz de satisfazer todas as necessidades nutricionais durante os primeiros seis meses de vida. Mas oferece mais vantagens, alerta a nutricionista Anabela Ferreira Lopes.
Vantagens da Amamentação:Para o bebé
Nutricionais
- Relação caseína / lactoalbumina mais adequada que a do leite de vaca
- Boa relação cálcio/fósforo
- Elevada biodisponibilidade de ferro
- Boa fonte de ácidos gordos polinsaturados (ARA e DHA)
- Boa fonte de vitamina A que contribui para diminuir a prevalência de infecções respiratórias; protecção da mucosa intestinal; integridade do tecido epitelial e visão.
Imunológicas
- Contém glutamina e arginina que possuem uma acção anti-inflamatória
- Fornece imunoglobulinas, lisozimas e oligossacáridos
- Efeito protector sobre as alergias.
Psicológicas
- Facilita o estabelecimento do vínculo afectivo entre mãe e filho, proporcionando a ambos um momento de felicidade.
Aleitamento Materno: vantagens para a mãe
- Ajuda na recuperação do peso;
- Diminuição do risco de ocorrência de osteoporose, diabetes, cancro da mama e do ovário (a amamentação melhora a mineralização óssea; cada ano de amamentação reduz o risco de desenvolvimento a diabetes tipo II em 15%; estudos comprovam que a amamentação durante dois a sete meses provoca uma redução de 20% na incidência de cancro dos ovários);
- Fortalecimento da auto-estima;
- Satisfação emocional;
- Promove o vínculo afectivo entre mãe e filho;
- Custo económico: nulo.;
Riscos do não-aleitamento
- Enterocolite necrotizante: Bebés que consomem fórmulas infantis têm cinco a 10 vezes maior probabilidade de desenvolverem enterocolite necrotizante (quadro intestinal grave) do que bebés que ingerem leite materno.
- Obesidade: Bebés que não são amamentados têm maior propensão de virem a sofrer de excesso de peso durante a infância e adolescência.
- Diabetes: O desenvolvimento de diabetes tipo I pode estar relacionado com a alimentação do bebé durante os primeiros meses.
- Asma: Estudo revelou que a introdução de outros leites diferentes do leite humano, antes dos quatro meses, resultou no aumento em 24% do risco em asma.
- Alergias: Bebés alimentados com fórmulas infantis têm maior probabilidade de sofrerem de alergias.
- Gastroenterites: Bebés que não são amamentados têm maior risco de contraírem rota vírus, sendo os seus sintomas mais severos.
- Infecções respiratórias: Bebés que não foram exclusivamente alimentados com leite materno, durante os dois primeiros meses de vida, ou não foram parcialmente alimentados ao peito durante seis meses, têm quatro vezes maior probabilidade de terem quatro ou mais visitas ao médico.
- Infecções do aparelho urinário: Bebés não amamentados têm cinco vezes maior probabilidade de sofrerem infecções urinárias do que bebés amamentados com leite materno.
- Leucemia: A incidência é maior nos bebés que foram amamentados com leite materno.
- Cárie dentária: Crianças que foram amamentadas desenvolvem menos cáries do que crianças não sujeitas ao aleitamento materno.
10 Passos para o sucesso da amamentação
Quando o aleitamento materno não é possível podem usar-se fórmulas que foram concebidas para serem consumidas por lactentes. Contudo, por todas as vantagens apresentadas, os profissionais de saúde dever-se-ão empenhar para que as mães consigam amamentar os seus filhos, lembrando-se que, em termos de qualidade, o leite materno é sempre superior a qualquer outro alimento.
Se todos os profissionais de saúde conseguissem implementar os “10 Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno”, as mães e os seus filhos iriam conseguir usufruir de todas as vantagens que o leite materno oferece.
1.Ter uma politica de promoção do aleitamento materno, afixada, a transmitir regularmente a toda a equipa de cuidados de saúde.
2.Dar informação à equipa de cuidados de saúde para que implemente esta política.
3.Informar todas as grávidas sobre as vantagens e a prática do aleitamento materno.
4.Ajudar as mães a iniciarem o aleitamento materno na primeira meia hora após o nascimento.
5.Mostrar às mães como amamentar e manter a lactação, mesmo que tenham que ser separadas dos seus filhos temporariamente.
6.Não dar ao recém-nascido nenhum outro líquido além do leite materno.
7.Praticar o alojamento conjunto.
8.Dar de mamar sempre que o bebé queira.
9.Não dar tetinas ou chupetas ao bebé amamentado ao peito, até que esteja bem estabelecida a lactação.
10.Encorajar a criação de grupos de apoio ao aleitamento materno, encaminhando as mães para estes após a alta do hospital.
Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009
TORCICOLO ESPASMÓDICO

O torcicolo espasmódico é um espasmo doloroso contínuo ou intermitente dos músculos do pescoço, que força a cabeça a rodar e a inclinar-se para a frente, para trás ou para os lados.
O torcicolo afecta uma em cada 10 000 pessoas e é, aproximadamente, 10 vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens. A perturbação pode apresentar-se em qualquer idade, mas a sua incidência é maior entre os 30 e os 60 anos. Em geral, desconhece-se a sua causa, mas por vezes o torcicolo deve-se a doenças como o hipertiroidismo, as infecções do sistema nervoso, as disquinésias tardias (movimentos faciais anormais produzidos pela ingestão de medicamentos antipsicóticos) e os tumores do pescoço.
Raramente os recém-nascidos sofrem de torcicolo (torcicolo congénito) como consequência de lesões nos músculos do pescoço durante um parto difícil. O desequilíbrio dos músculos oculares e as deformidades musculares ou ósseas da parte superior da coluna vertebral podem causar torcicolos nas crianças.
Sintomas
Podem aparecer espasmos dolorosos e agudos dos músculos do pescoço, que começam de repente e se apresentam de modo intermitente ou contínuo. Em geral, só é afectado um lado do pescoço. A direcção em que a cabeça se inclina e roda depende de qual é o músculo do pescoço afectado. Um terço das pessoas que apresentam esta perturbação também tem espasmos noutras zonas, habitualmente nas pálpebras, na cara, na mandíbula ou nas mãos. Os espasmos aparecem sem aviso prévio e, muito raramente, durante o sono.
O torcicolo varia de ligeiro a grave e permanente. Cerca de 10 % a 20 % das pessoas que dele sofrem (habitualmente jovens com casos menores) recuperam sem tratamento num prazo de cinco anos. Na maioria, contudo, a perturbação piora gradualmente num período de um a cinco anos, estabilizando-se depois. O torcicolo pode persistir toda a vida, provocando dores contínuas, mobilidade restringida do pescoço e deformidades posturais.
Torcicolo
Diagnóstico e tratamento
Durante o exame físico de uma criança, o médico pode detectar lesões dos músculos do pescoço que podem causar o torcicolo. Para diagnosticar a perturbação em crianças e em adultos, o médico faz perguntas pormenorizadas sobre lesões anteriores e outros problemas do pescoço. Por vezes fazem-se vários exames como radiografias, tomografia axial computadorizada (TAC) e ressonância magnética (RM), para procurar as causas específicas dos espasmos musculares do pescoço, embora com pouca frequência revelem essas causas.
Quando se identifica uma causa (como o crescimento anormal de um osso), o torcicolo pode ser tratado de maneira eficaz. Contudo, é menos provável que o tratamento controle o espasmo quando a causa é uma perturbação do sistema nervoso ou se ela for desconhecida.
Por vezes, o espasmo é aliviado temporariamente por meio de fisioterapia e massagens. Existe um tipo de massagens por meio do qual se aplica uma leve pressão sobre a mandíbula no mesmo lado da rotação da cabeça.
Os medicamentos ajudam a reduzir os espasmos musculares e os movimentos involuntários em cerca de um terço dos casos e, habitualmente, ajudam a controlar a dor causada pelos espasmos. Os medicamentos anticolinérgicos, que impedem os impulsos específicos do nervo, e as benzodiazepinas (sedativos suaves) administram-se muitas vezes. Com menor frequência prescrevem-se relaxantes musculares e antidepressivos. Várias injecções de uma dose baixa da substância que causa o botulismo reduzem a dor e os espasmos, permitindo que a cabeça se sustente numa posição mais natural (menos inclinada); esta melhoria pode durar alguns meses. A extirpação cirúrgica dos nervos que causam a disfunção dos músculos do pescoço é, por vezes, um procedimento eficaz a ter em conta se os outros tratamentos não forem eficazes. Se houver problemas emocionais que contribuam para os espasmos, o tratamento psiquiátrico pode ser útil.
Em caso de torcicolo congénito a fisioterapia intensiva para esticar o músculo lesado inicia-se nos primeiros meses de vida. Se não for eficaz, ou se for iniciada demasiado tarde, pode ser necessário reparar o músculo cirurgicamente.
Manual Merck
Terça-feira, Fevereiro 17, 2009
Rugas, quem as não tem?

A naturologia dá a solução para retardar o aparecimento das linhas que todas queremos esconder ao espelho.
Normalmente associam-se as rugas ao envelhecimento. As rugas não denotam envelhecimento da idade, mas sim da pele, por excesso de secura resultante de desidratação e perda da elasticidade cutânea resultantes de uma má alimentação e carência de determinados nutrientes.
Sabe-se que o stresse, as dores de cabeça, o envelhecimento geral do organismo e, sobretudo, a falta de repouso bem como substâncias como o álcool e o tabaco contribuem grandemente para acentuar este problema.
Uso interno: fazer uma alimentação equilibrada e diversificada, rica em alimentos vegetais e de preferência frescos, crus e biológicos. Consumir alimentos ricos em vitamina A (cenouras, espinafres, tomate, alface e folhas verdes em geral, espargos, milho, melão, alperce, laranja, etc.) A vitamina A é mais elevada nos frutos secos do que nos frescos. Consumir alimentos ricos em vitamina B8 (amendoins e chocolate em pequenas quantidades; ervilhas secas, cogumelos e, sobretudo, levedura de cerveja).
Se tem a pele demasiado seca, beba cerca de 8 copos de água por dia, de preferência quente ou morna. Beba sumo de Aloe vera biológico de manhã em jejum e antes de se deitar (o indicado na embalagem).
Suplementos: tomar 1 ou 2 g de vitamina C ao pequeno-almoço; tomar 1 a 2 cápsulas por dia de óleo de onagra, às refeições.
Uso externo: aplicar diariamente creme de Maravilhas! Massajar diariamente com óleo de jojoba ou óleo de cenoura (pode misturar os dois óleos em partes iguais e massajar). Juntar ao creme ou ao óleo de massajem um pouco de gel de Aloe vera, misturar e aplicar.
Uma ou duas vezes por semana, aplique a seguinte máscara: azeite (ou óleo de jojoba) + gel de Aloe vera + polpa de abacate (ou cenoura ralada), em partes iguais; deixe actuar durante 20 a 30 minutos, retire com água limpa e aplique o creme de maravilhas.
Evite: álcool, tabaco, carne, lacticínios, stresse e falta de repouso. Evite a excessiva exposição solar entre as 11h00 e as 16h00. Procure corrigir a sua rotina diária e aprenda a relaxar!
Vice-presidente do Conselho Técnico da Sociedade Portuguesa de Naturalogia
Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009
AS SUAS PERNAS E NÃO SÓ...
Foto Nuno Pedroso-Olhares
10 medidas que activam a sua circulação
Veja tudo o que pode fazer para facilitar a movimentação do sangue nas suas veias
Mexa-se, fuja do calor, evite as gorduras saturadas, o sal e o álcool, ingira mais antioxidantes e, como é óbvio, apague o cigarro! São alguns dos truques para que os seus 5 litros de sangue fluam livremente.
Varizes, flebites, pernas inchadas, cansaço, dores, sensação de peso... são alguns dos efeitos indirectos da má circulação de retorno, ou seja, aquela que flui pelas veias em direcção ao coração. Estas desordens, na maioria dos casos não são graves, mas sim incómodas.
No entanto, se não forem tratadas a tempo, podem originar complicações de maior gravidade e reduzir a qualidade de vida. Quando as deficiências circulatórias afectam as artérias (que levam o sangue do coração para o resto do corpo), as consequências podem ser ainda piores.
Nestes casos, a redução do fluxo sanguíneo é devida aos depósitos de colesterol, gorduras e outras substâncias que aderem às paredes dos vasos (aterosclerose), produzindo afecções coronárias.
Mais incómodos no Verão, por causa do calor, os problemas de circulação são, muitas vezes, esquecidos durante o Inverno. Não caia nesse erro e siga estas simples, mas eficazes medidas para evitar a má circulação.
Vista roupa cómoda
As peças de roupa que comprimem os músculos das pernas (como as ligas ou cintas), apertam a cintura (como os cintos justos) ou mesmo os sapatos apertados, funcionam como torniquetes, dificultando a circulação.
Também não é aconselhável usar tamanhos abaixo do seu para dissimular os quilos a mais, nem sutiãs com aros que comprimam o peito, para o fazer sobressair. Se usar mochila, não a ajuste demasiado e tire-a de vez em quando para descansar.
Coma mais fibras
Favorecem o trânsito intestinal, o que evita o aumento de pressão abdominal, a debilitação das paredes das veias e da parede do cólon, reduzindo o risco de sofrer de prisão de ventre, varizes e hemorróidas, e a acumulação de toxinas no sangue.
As frutas secas e frescas, as leguminosas, as verduras e hortaliças, os cereais e alimentos integrais são grandes aliados dos intestinos. Se seguir a regra de ingerir cinco porções diárias de vegetais, não lhe vai faltar fibra.
Ponha um cadeado no saleiro
O excesso de sódio não é só contra-indicado em pessoas com hipertensão arterial. Também favorece a retenção de líquidos, obrigando o coração, o fígado e os rins a trabalharem acima das suas possibilidades, fomentando problemas circulatórios.
Evite as conservas, sopas de pacote, molhos, bolachas, enchidos, queijos curados, carnes e peixes salgados ou fumados e pré-cozinhados. As ervas aromáticas são excelentes substitutas do sal!
Pernas para cima!
Levantar um pouco os membros inferiores enquanto se está sentado ou mantê-las elevadas quando se está deitado favorece o retorno venoso.
Para tornar a circulação mais fluída, erga as pernas alguns minutos por dia e durma com as pernas mais altas do que a cabeça, subindo ligeiramente a parte da cama onde repousa os pés, com uma almofada.
Veja a seguir: O que comer e os hábitos a mudar para ter uma circulação melhor
Faça exercício diariamente
Fazer exercício é um dos factores mais benéficos para a circulação uma vez que os músculos, ao serem contraídos, actuam como corações periféricos, digamos assim, que comprimem as veias e empurram o sangue em direcção à parte superior do corpo.
Para além disso, a actividade física aumenta o fluxo arterial. Caminhar, andar em bicos dos pés, flectir as pernas, nadar, correr, passear, andar de bicicleta... ajuda a favorecer o sistema cardiovascular, a controlar o peso, a diminuir a pressão sanguínea e a reduzir o nível de LDL (o chamado colesterol mau).
Tente fazê-lo 4 a 5 vezes por semana, durante 30 minutos.
Opte pelas gorduras poli-insaturadas
Ao contrário das saturadas, presentes nos lacticínios e nas carnes vermelhas, estes lípidos podem reduzir a viscosidade do sangue, favorecendo a fluidez da corrente sanguínea. São gorduras importantes para regular a pressão arterial, a vasodilatação e a coagulação.
Para além disso aumentam o colesterol HDL (o chamado bom) e fazem com que o mau não se acumule nas artérias. Estes ácidos gordos encontram-se, sobretudo, nos óleos de sementes de girassol, milho e soja, nos frutos secos (nozes e amêndoas) e nos peixes azuis.
Mantenha uma boa hidratação
Os especialistas recomendam beber entre 2 a 3 litros de água por dia para facilitar a eliminação de toxinas e melhorar a circulação. Também pode recorrer às infusões, como as de chá ou de gingko biloba (beneficia a irrigação cerebral).
Para melhorar a circulação das pernas, beba diariamente três chávenas de uma tisana à base de 20 g de trigo sarraceno, 20 g de flores de arruda secas e 20 g de flores de sabugueiro secas.
Outra boa opção são os sumos naturais (sem açúcar) ricos em antioxidantes: fortalecem as paredes das artérias e das veias, e têm uma acção anti-inflamatória.
Experimente sumo de arando vermelho, laranja e casca de laranja; de toranja; de uvas pretas; de ameixas, ananás e groselhas; ou de laranja, framboesa e acerola.
Cuidado com o calor
O calor excessivo ou muito prolongado é um inimigo da circulação, já que fomenta a vasodilatação dos capilares, o que, por sua vez, pode originar inchaço, sensação de peso, cansaço e dor nas extremidades.
Por isso, é recomendável evitar os ambientes com temperaturas elevadas, apanhar sol nos dias mais quentes ou abusar dos aquecimentos. Também não é conveniente exceder-se com as saunas ou os banhos de imersão.
Prefira um duche de água morna e finalize-o com um jacto de água fria, especialmente benéfico para a circulação das pernas.
Desfrute de uma massagem
A técnica não é importante, desde que abranja todo o corpo. Ao activar a circulação, a massagem melhora a irrigação dos tecidos. Os vasos da pele, especialmente as veias superficiais, armazenam uma grande quantidade de sangue e, ao serem massajados, o seu esvaziamento é facilitado.
Uma massagem ligeira e superficial é tónica, e uma vigorosa e profunda é relaxante. Experimente massajar os pés e as pernas de baixo para cima, do tornozelo à coxa. Uma máquina de massagens eléctrica pode ser uma grande ajuda.
Veja ainda: O que deve evitar fazer a todo o custo
Use meias elásticas
O uso diário de meias elásticas de compressão facilita e melhora a circulação de retorno, uma vez que ajuda o sangue a subir até ao coração.
Coloque-as logo de manhã, pois com o passar do dia, a possibilidade de ocorrer edema (acumulação anormal de líquido nos tecidos) dificulta a sua colocação.
Evite...
... a alimentação desequilibrada; a dieta mediterrânica é a mais aconselhada por causa do seu abundante aporte de legumes, hortaliças, frutas e alimentos ricos em fibra e substâncias cardiosaudáveis.
... o excesso de peso, principalmente a gordura abdominal, porque aumenta a pressão sobre as virilhas e dificulta o retorno de sangue venoso ao coração.
... as gorduras saturadas, porque aumentam a presença de colesterol e triglicéridos no sangue, tornando-o mais espesso, e acumulam-se nas artérias, aumentando o perigo de entupimento ou rotura.
... o tabaco, porque a nicotina e os produtos da combustão do cigarro danificam a parede das artérias e favorecem o aparecimento de varizes.
... o excesso de bebidas alcoólicas e com cafeína, porque ambas tendem a elevar a pressão do sangue arterial, apesar de cada uma das substâncias o fazer através de mecanismos diferentes.
Perigo! Doença venosa
Consequência de uma disfunção do sistema venoso dos membros inferiores, a doença venosa crónica afecta o retorno do sangue para o coração, que se acumula nas veias, dilatando-as.
Provoca o aparecimento de derrames e varizes, e, em fases mais avançadas da doença, eczemas venosos, flebites e úlcera da perna.
Manifesta-se pela sensação de peso e dor nos membros inferiores, normalmente associadas a edema no tornozelo, prurido e cãibras nocturnas.
Com a evolução da doença, surgem vários tipos de varizes, lipodistrofia (perturbação no metabolismo das gorduras), hiperpigmentação, atrofia branca e úlcera de perna, geralmente no terço inferior do membro.
Texto: Madalena Alçada Baptista
Revisão científica: Dr. Eduardo Serra Brandão (cirurgião vascular e director do IRV, Instituto de Recuperação Vascular, em Lisboa)
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista PREVENIR
Sábado, Fevereiro 07, 2009
AFINAL O PONTO G EXISTE

Investigadores italianos dizem que sim. Mas não em todas as mulheres.
A investigação foi conduzida por uma equipa de médicos ginecologistas da Universidade de L’Aquila, Itália, e contou com a participação de 20 mulheres. Nove mulheres experimentaram um orgasmo vaginal; as outras não.
Ao examinarem através de uma ecografia a zona onde supostamente se localiza o ponto G, os especialistas italianos descobriram que o tecido era mais grosso nas nove mulheres que conseguiram atingir o clímax mediante penetração.
Os investigadores acreditam ter assim visualizado o ponto que o alemão Ernst Grafenberg localizou pela primeira vez em 1944, entre a vagina e a uretra. Mas não em todas as mulheres. Nem todas estão equipadas com este gatilho de prazer feminino, defendem os italianos.
Para os especialistas, este ponto explica por que razão algumas mulheres têm orgasmos provocados pela estimulação da parede interna da vagina. O estudo publicado no Journal of Sexual Medicine, sugere que, sem esta zona erógena, as mulheres não são capazes de ter um orgasmo que não seja à base de estimulação clitoriana.
“Pela primeira vez”, referiu o líder da investigação Emmanuele Jannini à revista New Scientist, “é possível determinar de um modo simples, rápido e barato se uma mulher tem ou não um ponto G”.
Mas os opositores dizem que não é bem assim. Tim Spector, do St. Thomas Hospital, em Londres, disse ao jornal Independent que esta área nervosa pode simplesmente ser parte interna do clítoris, e não um tecido à parte. Outros especialistas defendem que o ponto está presente em todas as mulheres e que estas precisam de treiná-lo para que a espessura do tecido aumente.
Sabia que…
Saltos altos podem melhorar a vida sexual?
De Itália, surge outro estudo. O da urologista Maria Cerruto, que prova que estar mais alta é estar mais próxima de uma melhor performance sexual. A investigadora italiana concluiu que os saltos altos solicitam os músculos do soalho pélvico envolvidos na actividade e satisfação sexual.
O Ponto G Masculino
Para começar, vamos conceituar a próstata.
A próstata é uma glândula auxiliar do sistema genital masculino, responsável pelo funcionamento de nutrientes para os espermatozóides.
Anatomicamente, tem uma relação direta com a bexiga, e devido a isso, quase todos os sintomas das doenças prostáticas se apresentam diretamente relacionados com o ato de urinar.
Quando se fala em próstata perto dos homens é sinal de deixá-las no mínimo, preocupados, visto que é na mesma que reside muito dos problemas que os tem que levar aos consultórios de urologistas, para fazerem o exame do “terror”, o chamado exame de toque retal, que só de imaginarem, já ficam de certa maneira, ansiosos, principalmente nos mais machistas, que relutam e muito quando precisam realizar o tal exame, que nada mais é, que um exame preventivo, e de grande importância. O importante é se cuidar, não ter vergonha, nem preconceito, e se prevenir, para que se tenha saúde e qualidade de vida sempre.
Mas o assunto próstata não gira em torno apenas desse problema (doenças da próstata), que fiz questão de referir acima, ela é também pode ser sinônimo de muito prazer. Sabem do que estou falando? De um certo ponto, o ponto G masculino.
Para quem achava que só as mulheres possuíam um ponto G, estão enganados.
O ponto G dos homens se localiza na próstata, pouco abaixo da bexiga, e um pouco atrás dos testículos.
A sensação prazerosa do ponto G vem de uma compressão que a próstata “sofre”, pois por se tratar de uma glândula muito sensível, quando o ato sexual se inicia, e até mesmo antes, nas preliminares, há um músculo chamando de pubococcígeo, que durante as movimentações do pênis e do atrito entre os corpos irá proporcionar tal estímulo, causador das sensações de prazer. Mas até então, estamos falando de uma estimulação indireta, que acontece, como conseqüência do ato sexual, de certa maneira, satisfatório.
O ponto G dos homens fica num lugar bem escondido, assim como no corpo das mulheres. E esse ponto também pode ser encontrado e deliciosamente sentido pelo homem, com a estimulação manual. Mas nesse momento, a intimidade e a cumplicidade entre o casal, conta muito a favor, pois torna essa procura mais fácil, mais amena, sem tensões, por acharem que estão fazendo algo errado.
Pode-se começar, massageando a região do períneo (que se situa um pouco atrás do saco, região sem pêlos, entre as pernas do homem) com o dedo médio, bem ali, existe um ponto um pouco elevado, que se bem estimulado, leva o homem a sentir um prazer muito grande. Outra forma de estimular o ponto G é ir introduzindo o dedo mediano no ânus do parceiro, e iniciar alguns movimentos circulares, com alternações nos ritmos da pressão, visto que se corre o risco de nem se encontrar o ponto G, e causar uma sensação desagradável no homem. É preciso calma, treino, até porque seu parceiro irá lhe mostrar, com expressões de prazer ou não, se você encontrou ou não, o ponto G dele.
A estimulação desse ponto, no homem pode proporcionar a prolongação do orgasmo e fazer desse, um momento inesquecível, para eles e pra elas.
Adriana Sommer da Costa
Sexóloga
O ponto G feminino
O ponto G ou ponto de Gräfenberg é uma pequena área na mulher atrás do osso púbico perto da canal da uretra e acessível através da parede anterior da vagina. Tendo assumido que uma zona erógena é aquela que quando estimulada conduz a elevados níveis de excitação sexuais e ao orgasmo.
A denominação ponto G foi cunhado por Addiego et al. em 1981. Em homenagem ao ginecologista alemão Ernst Gräfenberg, o primeiro médico da atualidade a criar a hipótese da existência de tal área, em 1950.
O Médico D. Scrocher afirma que fazer sexo ou masturbação pelo menos uma vez por semana ajuda no desenvolvimento do ponto G e evita doenças de pele - além de ajudar contra doenças que atacam o coração e diabetes
Sexta-feira, Janeiro 30, 2009
PRODUTOS LIGHT

São mesmo light?
Apregoam mil vantagens e prometem mundos e fundos. Mas serão mesmo como dizem? Descubra aqui
Maioneses, chocolates, queijos, batatas fritas... As prateleiras dos supermercados estão carregadas de produtos em versões ligeiras. Mas serão realmente alimentos com baixo teor de gordura ou sem sal? Ou tão leves como prometem? A diferença de calorias para a sua versão normal é assim tão grande?
Desde 1 de Julho de 2007 passaram, de facto, a sê-lo. Entrou em vigor um novo regulamento europeu que é de cumprimento obrigatório para todos os produtos que queiram estar sob estas denominações, ou outras como "baixo teor de sal", "sem gorduras", etc.
O que se deve depreender se o rótulo disser que é...
Light
Deve ter menos 30% de um determinado componente do que outro produto semelhante. Esta diferença desce até 25% no caso do sal e até 10% para os micronutrientes. O rótulo deve enunciar qual o elemento que foi reduzido para o produto ser considerado light.
Sem gorduras
Não pode conter mais de 0,5% por cada 100 gramas ou 100 ml. São proibidas as expressões do tipo X% sem gorduras, que confundem o consumidor.
Baixo teor de gorduras
Não pode conter mais de 3 g de gordura por 100 g ou 1,5 g de gordura por 100 ml (1,8 g de gordura por 100 ml, para o leite meio gordo).
Sem açúcares
Esta expressão significa que o açúcar contido num determinado alimento não supera os 0,5 g por 100 g ou ml.
Baixo teor de açúcares
Os açúcares não podem superar os 5 g por 100 g de produto, ou 2,5 gramas por 100 ml.
Sem adição de açúcares
Não pode conter quaisquer monossacáridos ou dissacáridos adicionados, nem qualquer outro edulcorante. Caso os açúcares estejam naturalmente presentes no alimento (como é o caso das frutas), o rótulo deve ostentar a seguinte indicação: contém açúcares naturalmente presentes.
Sem gorduras saturadas
A soma das gorduras saturadas e dos ácidos gordos trans não podem exceder 0,1 g por 100 g ou por 100 ml.
Baixo teor de gorduras saturadas
A soma dos ácidos gordos saturados e dos ácidos gordos trans não podem exceder 1,5 g/100 g ou 0,75 g/100 ml. Em qualquer dos casos, a soma dos ácidos gordos saturados e dos ácidos gordos trans não pode fornecer mais de 10 % do valor energético.
Baixo valor energético
O produto não deverá conter mais de 40 kcal por cada 100 g, ou mais de 20 kcal por cada 100 ml. Quanto aos edulcorantes de mesa, é aplicável o limite de 4 kcal por porção (equivalente a 6 g de sacarose).
Sem valor energético
Não pode ter mais de 4 kcal por 100 ml. No que respeita aos edulcorantes de mesa, é aplicável o limite de 0,4 kcal por porção.
Valor energético reduzido
O valor energético deve ser 30% inferior ao de outro produto semelhante.
Sem sódio ou sem sal
O produto não deve conter mais de 0,005 g de sódio, ou o valor equivalente de sal por 100 g.
Muito baixo teor de sódio/sal
Não pode conter mais de 0,04 g de sódio, ou o valor equivalente de sal, por 100 g ou 100 ml. Esta alegação não pode ser utilizada por águas minerais naturais ou outras águas.
Rico em fibras
Deve conter, no mínimo, 6 g de fibras por 100 g ou, pelo menos, 3 g de fibras por 100 kcal.
Fonte de fibras
O alimento deve ter, no mínimo, 3 g de fibras por 100 g ou, pelo menos, 1,5 g de fibras por 100 kcal.
Rico em vitaminas e/ou minerais
O alimento deve conter, pelo menos, o dobro do teor de vitaminas e minerais da fonte original da qual se obteve o produto.
O que diz a nova lei?
Fixa as condições que as marcas têm de cumprir para poderem ter nos seus rótulos aquilo a que tecnicamente se chama alegação nutricional, isto é, o slogan com as propriedades excepcionais que se lhes atribuem.
Esta lei vai afectar os produtos light e todos os que prometem não engordar ou ajudar a emagrecer, e também os com baixo teor de sal, ricos em vitaminas, enriquecidos, etc.
Cada categoria deverá cumprir determinados requisitos para poder incluir estas alegações. A norma é obrigatória para todos os novos produtos, mas deixa uma margem de ano e meio – até 2009 – aos que estão no mercado para reverem os seus rótulos.
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista
P R E V E N I R
Terça-feira, Janeiro 20, 2009
DMAE: SEGUNDA JUVENTUDE...

DMAE: segunda juventude
Cérebro cansado? Experimente DMAE. Rugas a mais? Experimente DMAE. Não é a fonte da juventude, mas os estudos indicam que lhe pode trazer uns anos de volta.
A curiosidade é legítima: o que quer dizer DMAE?
O nome técnico é Dimetilaminoetanol ou deanol acetamino benzoato, por isso o melhor é mesmo decorar a sigla. Trata-se de um importante antioxidante presente nas células, que varre os radicais livres (principalmente o radical hidroxila). É um precursor da colina, o que significa que está na base da sua formação, acelerando a produção directamente no cérebro, onde a colina é necessária para se transformar em acetilcolina (importante neurotransmissor que passa as “mensagens” entre células nervosas.
Os efeitos mais conhecidos do DMAE são, por estes motivos, a melhoria da concentração, memória, capacidade de aprendizagem e uma acção estimulante do cérebro. Em 1996, um estudo alemão registou as diferenças entre as ondas cerebrais de adultos suplementados com placebo ou com DMAE, revelando alterações nos padrões, especificamente nas partes do cérebro associadas à memória, atenção e flexibilidade mental.
Em alguns países, variações químicas do DMAE têm sido utilizadas e comercializadas como fármaco no combate à hiperactividade, com resultados muito positivos. Enquanto suplemento nutricional, o DMAE recupera a memória, previne o declínio mental, aumenta os níveis de energia, facilita a aprendizagem e pode regular o humor, controlando depressões.
Lifting natural
Como reveste a membrana celular, o DMAE evita que ela seja atacada por radicais livres e a formação de compostos inflamatórios que destroem a pele. De acordo com António Hipólito Aguiar (farmacêutico) e Fernando Guerra (dermatologista), autores do livro “Não envelheça – Cuide da sua Pele”, o nutriente “aumenta a concentração de acetilcolina na junção neuromuscular, que dá à pele uma aparência mais firme”. É a mesma conclusão a que chegaram cientistas belgas no estudo publicado, em 2002, na revista Skin Research and Technology; nesta investigação, um gel com 3% de DMAE melhorou a aparência da pele flácida. Em 2005, o American Journal of Clinical Dermatology reafirma a acção anti-inflamatória e anti-flacidez do DMAE.
O efeito parece ser mais eficaz na linha do queixo, em redor dos lábios e pálpebras superiores, e não para zonas com rugas que se formam devido ao movimento dos músculos (pés-de-galinha ou vinco entre sobrancelhas). A eficácia do DMAE pode também ser aumentada com recurso a outros antioxidantes, como a vitamina C, ácido retinóico ou glicólico, dependendo do tipo de pele.
“Efeito Cinderela”
Vários estudos citam benefícios visíveis na pele após 30 minutos, no que alguns cientistas apelidam de “efeito Cinderela”. A situação é, no entanto, passageira, e o DMAE deve ser aplicado ou consumido durante, pelo menos, quatro meses. Nicholas Perricone, dermatologista norte-americano, defende a suplementação com 50-100 mg diários, mas os estudos clínicos têm sido feitos com doses até 1000mg, sem efeitos secundários. Uma solução é iniciar a suplementação com uma dose mais baixa e complementar a dieta alimentar com produtos ricos em DMAE, como anchovas, sardinha e salmão. Não recorra a este nutriente se tiver sido diagnosticados com esquizofrenia ou epilepsia.
(0374)
Foto Igor Amelkovic
Domingo, Janeiro 04, 2009
NOVA TABELA DE ALIMENTOS
Nova tabela dos alimentos
Universidade de Yale elabora nova tabela indicadora do valor nutricional dos alimentos, através do sistema de classificação NuVal.
Uma nova tabela indicadora do valor nutricional dos alimentos foi desenvolvida na Universidade de Yale, através do sistema de classificação de alimentos designado NuVal, que permite a qualquer um entender e comparar o valor nutricional daquilo que adquire e consome. E o sistema é tão simples quanto eficaz: quanto mais nutritivos são os alimentos, mais pontos recebem, numa classificação de 1 a 100. Assim, como se de um guia de compras se tratasse, basta consultar as classificações para poder escolher de forma mais ajuizada aquilo que adquire, sem ter de consultar os textos complementares para saber o valor nutritivo de cada alimento.
David Gatz coordenou a equipa de cientistas que fez o cálculo do valor nutricional de cada alimento, cruzando mais de 30 nutrientes e elementos de nutrição para estabelecer a tabela. Nesse sentido, ganham mais pontos os alimentos que têm, por exemplo, mais cálcio, zinco, magnésio e ferro, e perdem pontos aqueles que têm mais sódio, açucar ou colesterol.
Foto de Rico Araújo
Classificação dos Vegetais
100 - Alface
100 - Brócolos
100 - Couve-flor
100 - Damasco
100 - Espargo
100 - Espinafre
100 - Feijão
100 - Kiwi
100 - Laranja
100 - Mirtilo
100 - Morango
100 - Mostarda-de-sarepe
100 - Nabo
100 - Quiabo
100 - Repolho
99 - Ameixa
99 - Ananás
99 - Cenoura
99 - Toranja
93 - Batata
93 - Cebola roxa
93 - Manga
93 - Tangerina
91 - Banana
91 - Meloa
91 - Milho
91 - Uva
81 - Bok Choy
78 - Maracujá
24 - Coco

Classificação da Carne
48 - Peito de perú (sem pele)
39 - Peito de galinha (sem osso)
35 - Lombo de porco
34 - Bife de alcatra
34 - Bife da vazia
31 - Bife de peru
31 - Carne de vitelo
31 - Chuleta de vitela
30 - Carne de vaca picada
30 - Lombo de vaca
30 - Perna de galinha
28 - Asas de galinha
28 - Costeleta de borrego
28 - Perna de borrego
27 - Fiambre
25 - Costeletas de porco

Classificação dos Peixes e moluscos
87 - Salmão
82 - Alabote (Halibut)
82 - Bacalhau
82 - Peixe gato
82 - Tilápia
81 - Ostra
81 - Peixe-espada
75 - Camarão
75 - Gamba
71 - Ameijoa
64 - Tamboril
51 - Raia
36 - Lagosta
Sábado, Novembro 29, 2008
RINITES - ASMA

Rinite significa literalmente inflamação da mucosa nasal e manifesta-se por obstrução nasal, rinorreia e espirros.
As rinites constituem um conjunto de patologias que têm etiologia diversa, destacando-se a rinite alérgica e não alérgica.
A etiopatogenia da rinite alérgica é muito diferente da constipação, apesar de, por vezes, se confundirem os sintomas. Trata-se de uma reacção de hipersensibilidade mediada por anticorpos IgE a um alergénio.
Existem dois tipos de rinite alérgica: sazonal ou perene (causada por agentes presentes o ano inteiro).
Os sintomas apresentam algumas diferenças em relação aos da constipação. A rinorreia é geralmente aquosa, os espirros ocorrem em crises paroxísticas agrupadas (em salva), prurido no nariz e no palato. O envolvimento ocular é também bastante frequente, com sintomas de prurido, lacrimejo, fotofobia, vermelhidão.
Das rinites não alérgicas destacam-se a rinite vaso-motora, a gravídica e a medicamentosa.
As alergias podem revelar-se de várias formas - febre dos fenos, rinite alérgica, asma e outras alergias respiratórias ou alergias cutâneas e alergias alimentares ou medicamentosas entre outras. Em muitos casos não estão relacionadas com as épocas do ano.
A rinite alérgica tem como agentes mais comuns os ácaros e os pólens e caracteriza-se pela presença de espirros, rinorreia, obstrução nasal, prurido conjuntival, nasal e faríngeo e lacrimejo.
A rinite alérgica atinge cerca de 30 por cento da comunidade e é mais frequente nas mulheres.
É também o distúrbio alérgico mais comum entre as crianças, afectando-lhes seriamente a qualidade de vida. Enfraquecimentos funcionais, problemas comportamentais e diminuição da capacidade de aprendizagem, logo do rendimento escolar, são algumas das principais consequências. Sem mencionar os problemas que se alargam a todo o meio familiar.
Como referido, a rinite alérgica é normalmente provocada pelos pólenes e pelos ácaros. Assim, a doença tanto pode estar associada à sazonalidade como não. Se o pólen for o principal agente, então é provável que a chegada da Primavera potencie a sua ocorrência.
Já os ácaros estão presentes durante todo o ano. A humidade e as altas temperaturas são as condições ideais para o seu desenvolvimento.
Desta forma, para combater os ácaros e diminuir os riscos de rinite alérgica deve manter-se um combate permanente e meticuloso contra o pó.

Há uma ameaça no ar: asma
A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas.
A asma afecta perto de 150 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que cerca de 1 milhão de pessoas sofram de asma.
A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas que, em indivíduos susceptíveis, origina episódios recorrentes de pieira, dispneia (dificuldade na respiração), aperto torácico e tosse, particularmente nocturna ou no início da manhã, bem como com o esforço físico ou após a exposição a poeiras orgânicas ou inorgânicas.
Estes sintomas estão geralmente associados a uma obstrução generalizada, mas variável, das vias aéreas, a qual é reversível espontaneamente ou através de tratamento.
Quais são os sintomas?
Suspeita-se de asma em presença de historial de um dos seguintes sinais ou sintomas: tosse com predomínio nocturno, pieira recorrente, dificuldade respiratória recorrente e aperto torácico recorrente.
Eczema, rinite alérgica, história familiar de asma ou de doença atópica estão frequentemente associados à asma. Uma observação torácica normal não exclui a hipótese de asma.
O que provoca ou pode agravar a asma?
Os sintomas de asma podem ocorrer ou agravar-se em presença de:
exercício físico;
infecção viral;
animais com pêlo;
penas dos pássaros;
exposição prolongada aos ácaros do pó doméstico (existentes principalmente em colchões, almofadas e carpetes);
fumo, principalmente de tabaco e lenha;
pólen, sobretudo na Primavera;
alterações de temperatura do ar;
emoções fortes, principalmente quando desencadeiam o riso ou choro;
produtos químicos inaláveis;
fármacos, principalmente ácido acetilsalicílico e beta-bloqueantes.
Como é feito o diagnóstico da asma?
O diagnóstico da asma tem por base:
a história clínica - para determinar a presença de sintomas e as suas características, relacionados com exposições a factores de agressão;
exame específico - para determinar sinais de obstrução brônquica, embora um exame normal possa possibilitar o diagnóstico;
avaliação funcional respiratória - para comprovação de obstrução brônquica, da presença de hiperreactividade brônquica e de limitação variável do fluxo aéreo;
avaliação de atopia;
Exclusão de situações que podem confundir-se com a asma.
Como é possível identificar as crises de asma e determinar a sua gravidade?
As crises de asma podem ser ligeiras, moderadas, graves e com paragem respiratória iminente, consoante os sintomas. Mas ter uma crise de asma significa, sobretudo, sentir dificuldade em respirar.
As crises muito graves podem pôr a vida em risco, por isso devem tomar-se todas as medidas necessárias para as evitar e estar prevenido para as atacar o mais depressa possível.
Normalmente, as crises instalam-se lenta e progressivamente, pelo que, se a pessoa estiver atenta, tem tempo para usar a medicação (normalmente inalador) correspondente ao tratamento prescrito pelo médico e, assim, afastar o perigo.
Domingo, Novembro 09, 2008
Castanha: a rainha do São Martinho

Originária do Mediterrâneo e da Ásia Menor, a castanha é um fruto seco muito apreciado pelo seu sabor e valor nutritivo. E claro, presença obrigatória no dia de São Martinho, a acompanhar um bom copo de água-pé. Era conhecida por pão dos pobres, uma vez que foi utilizada como alimento base em anos de má colheita de cereais. A castanha é muito nutritiva: rica em hidratos de carbono, é ainda uma boa fonte de vitamina C, de tiamina (B1), B6, potássio e fósforo. É remineralizante e oferece propriedades tónicas e anti-anémicas. Mas atenção: parece estar contra-indicada aos diabéticos.
A castanha é útil em caso de:
- Anemia, astenia física e intelectual
- Hemorragia
- Presença de sangue nas fezes
- Varizes e hemorróidas: é recomendada em casos de predisposição para estas situações
- Bronquite
- Náuseas, vómitos e diarreia
Modo de consumo
- Consome-se cozida, estufada e assada.
- Pode ser incorporada em sopas, saladas e recheios.
- A farinha de castanha mistura-se com farinha de cereais para confecção de bolos, crepes e pães. Ela dá um toque de originalidade às receitas clássicas e misturas (proporção de 1/3 de castanhas + 2/3 de farinha de espelta – cereal ou trigo vermelho).
- O puré de castanhas aromatiza os cremes gelados, os pudins, etc.
- A sua conservação deve ser feita num local fresco e seco, sobre areias secas, podendo durar um ano.
- Pelada e cozida, a castanha conserva-se no frigorífico por apenas alguns dias. Consumida crua, provoca flatulência.
- Fresca com a casca, conserva-se uma semana à temperatura ambiente, ou um mês no frigorífico, num saco de plástico perfurado.
- A casca da castanha, misturada com casca de carvalho e folha de nogueira, em decocção e aplicada em irrigações vaginais, está indicada para fazer parar as hemorragias uterinas.
- As folhas jovens cozidas na Primavera podem ser usadas para acalmar ataques de tosse.
Terça-feira, Outubro 28, 2008
MIOPIA E DMI

Miopia
O número de pessoas que sofre deste problema ocular está a aumentar. Veja como o pode prevenir
Consiste num defeito ocular, normalmente hereditário, no qual, ou a córnea é muito curva ou o globo ocular é maior que o normal, o que faz com que a imagem fique focada antes de chegar à retina.
Miopia é o termo comum, mas o seu nome científico é hipometropia. É um defeito ocular que provoca um erro na focagem visual e dificulta o visionamento de objectos distantes.
A pessoa míope pode ver com clareza objectos que estão perto, mas os que estão longe, vê-os desfocados. Isto acontece porque a imagem visual se foca à frente da retina, e não directamente sobre ela.
Esta doença costuma desenvolver-se na infância e estabiliza na faixa etária dos 20 anos. «Entre 10 a 15% dos jovens portugueses sofrem de miopia, um número com tendência para aumentar», referiu mesmo Fernando Vaz, oftalmologista e presidente da Cirurgia Implanto-Refractiva de Portugal (CIRP), em declarações ao site www.cienciahoje.pt.
Quais as causas?
Pode dever-se ao facto do globo do olho estar excessivamente alongado, ou ao cristalino (a lente que se encontra no olho) ter uma distância focal demasiado curta.
Os factores que provocam estas anomalias são desconhecidos, apesar de se acreditar que estão relacionados com a herança genética e com influências ambientais.
Sintomas
Visão turva dos objectos distantes, dores de cabeça e tensão ocular.
Tratamento
Utilização de lentes graduadas ou de lentes de contacto que compensam o defeito, ou cirurgia a laser para o corrigir.
Diagnóstico e tratamento
Exame optométrico
O grau de miopia de um olho mede-se em dioptrias (unidades que medem o poder de uma lente). O oftalmologista determina a sua quantidade, colocando à frente do olho lentes com diferentes dioptrias até descobrir aquela que permite ao olho focar com clareza os objectos distantes.
Cirurgia refractiva
O uso de laser para corrigir a miopia é um procedimento rápido que permite deixar de lado os óculos e as lentes de contacto. É recomendada em casos de miopia leve, moderada ou alta, a partir dos 18 anos de idade.
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Degenerescência Macular da Idade (DMI)
É a principal causa de cegueira, depois dos 50 anos, no mundo industrializado mas pode ser travada se for detectada a tempo. Saiba como
A DMI, Degenerescência Macular da Idade é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a principal causa de cegueira a partir dos 50 anos de idade, nos países desenvolvidos.
Em Portugal, estima-se que 300 mil pessoas sofrem de DMI e 45 mil correm sério risco de cegar. "Todos os anos cerca de 4.500 pessoas são atingidas pela doença na sua forma mais grave e sofrem perda grave de visão num ou nos dois olhos", alerta Rufino Silva.
A prevenção e o diagnóstico atempados são a única forma de travar a progressão da doença para um estado de cegueira parcial altamente incapacitante.
O que é a DMI?
É uma doença degenerativa da mácula, uma pequena área na retina responsável pela visão central (aquela que permite ver claramente pequenos pormenores) que conduz a um estado de cegueira parcial, caracterizado pela incapacidade de ler, conduzir, ver televisão, reconhecer caras...
Um doente com DMI preserva apenas a visão lateral ou periférica do olho. Daí não se falar em cegueira total mas sim em cegueira de leitura– que lhe permite caminhar e movimentar-se. Uma vez destruída, a mácula é irrecuperável, pelo que, à semelhança das outras doenças maculares, a DMI não tem cura.
Como se manifesta?
Apesar da sua gravidade, numa fase inicial, a DMI poderá passar despercebida ao doente, uma vez que, na generalidade dos casos, começa por afectar apenas um dos olhos e o olho saudável compensa a falha de visão. Só quando a DMI atinge o segundo olho (é uma doença bilateral) é que a perda de visão é sentida.
Nessa altura, porém, já não é possível recuperar a visão perdida, só travar a sua deterioração daí em diante. De acordo com Rufino Silva, "o segundo olho a ser atingido pode cegar, em metade dos casos, nos cinco anos seguintes ao aparecimento da doença no primeiro olho".
O diagnóstico precoce assume, por isso, um papel determinante no combate à DMI, pelo que ao primeiro sinal denunciador é importante consultar um oftalmologista.
Qual a sua causa?
A DMI é uma doença degenerativa complexa. Existem dois tipos de DMI (exsudativa ou húmida e atrófica ou seca) e cada um deles tem diferentes causas bem como distintas formas de evolução. A idade (mais de 50 anos), a história familiar e o tabaco são, porém, factores de risco bem definidos para qualquer dos casos de DMI.
Para além disso, acredita-se que a exposição frequente e prolongada ao sol e a prática de uma dieta alimentar pobre em antioxidantes possam estar entre os factores de risco que predispõem o seu desenvolvimento.
DMI EXSUDATIVA
É a forma menos frequente de DMI. Representa 10 a 20% dos casos de DMI mas é a mais agressiva. Pode conduzir à perda irreversível de visão (de leitura ou visão central) num espaço de semanas ou dias, sendo responsável por 90% dos casos de cegueira por DMI.
É causada por:
Esta forma de DMI resulta do surgimento de novos vasos sanguíneos anómalos e muito frágeis na retina (neovasos), que vertem líquido ou rebentam, originando uma hemorragia que danifica o tecido macular e, por conseguinte, a visão central.
Sinal de alerta:
Visão distorcida e perda rápida de acuidade visual.
Tratamento:
Os métodos mais usados são:
Fotocoagulação por laser térmico:
Através da utilização de uma luz de alta energia, sela os neovasos na origem da degenerescência. Apesar de criar um ponto cego permanente no campo de visão, evita que ocorra uma maior deterioração da visão em termos globais. Segundo Rufino Silva, "este tratamento é viável apenas quando os neovasos não estão situados no centro da mácula (em menos de 5% dos casos)".
Terapêutica fotodinâmica:
Consiste na injecção intravenosa de um fármaco que se acumula nos vasos anormais e é accionado por uma luz de baixa intensidade de forma a destruí-los. O procedimento tem de ser repetido periodicamente, e a visão pode melhorar para o dobro em cerca de 6% dos caos.
Tratamento com injecção intra-vítrea de anti-angiogénicos (prática clínica mais recente):
Os anti-angiogénicos são medicamentos injectados dentro do olho (praticamente indolor), na cavidade vítrea, que impedem o crescimento dos neovasos (actividade anti-angiogénica) e reduzem drasticamente a passagem de líquido através das suas paredes (actividade anti-permeabilidade).
Permitem aumentar a visão para o dobro em mais de um terço dos pacientes tratados e constituem a primeira arma terapêutica na maioria dos casos de DMI exsudativa.
A injecção tem de ser repetida na maioria dos casos sendo necessário vigiar a evolução da doença com uma periodicidade que varia entre 4 a 6 semanas.
Dispositivos ópticos:
Quando a doença provoca uma perda grave e irreversível de visão, o doente pode beneficiar da utilização de dispositivos ópticos para baixa visão, como aparelhos de aumento e material de leitura impresso em letras grandes, de forma a melhorar a sua qualidade de vida.
DMI ATRÓFICA
É a forma mais comum da doença, representa 80 a 90% dos casos de DMI, e a menos agressiva: apenas 10 a 20% dos casos evoluem para cegueira. A perda de visão é muito lenta, pelo que a maioria dos doentes consegue levar uma vida quotidiana activa.
É causada por:
Esta forma de DMI não resulta da neovascularização. É a atrofia e a morte celular a nível da mácula que provoca a perda de visão central.
Sinal de alerta:
O sinal mais precoce é um ponteado sob a retina que denuncia o aparecimento de drusen (pequenos depósitos amarelos debaixo da retina) na região macular, que acabam por impedir a alimentação das células maculares responsáveis pela visão central, levando à sua morte.
De acordo com Rufino Silva, "só o oftalmologista consegue detectar e avaliar a gravidade destas alterações na sua retina".
Tratamento:
Actualmente, não há tratamento para este tipo de DMI. Contudo, os especialistas acreditam que uma dieta alimentar equilibrada e o recurso a suplementos antioxidantes podem retardar a progressão da doença.
Como prevenir?
Dado os efeitos da DMI serem muitas vezes imperceptíveis (para o doente) até surgir uma alteração acentuada na sua acuidade visual, é fundamental que as pessoas com mais de 50 anos consultem um oftalmologista pelo menos uma vez de dois em dois anos.
O sinal mais importante do aparecimento da doença, na sua forma exsudativa (a mais grave e de evolução mais rápida) é a distorção ou metamorfopsia. Detecta-se de uma forma muito fácil: numa folha de papel quadriculado as linhas aparecem onduladas ou distorcidas podendo aparecer cortadas por sombras e, ao olhar para os telhados ou para os ombrais das portas estes não são rectos mas ondulados.
Nas pessoas que apresentam factores e risco, o oftalmologista pode indicar a utilização regular de uma Grelha de Amsler para efectuar a monitorização dos sintomas.
Para além disso, os especialistas recomendam a adopção de uma série de hábitos de vida saudáveis que, potencialmente, poderão evitar o aparecimento de doenças degenerativas, como a DMI:
Não fume;
Siga uma alimentação abundante em fruta e legumes (ricos em antioxidantes), tais como: cenoura, couves, espinafres, milho, brócolos, ervilhas, feijão verde, tomate, alface..., e em peixes gordos (sardinha, salmão, cavala etc);
Reduza o consumo de gorduras saturadas e o colesterol;
Reduza o consumo de álcool;
Mantenha a tensão arterial baixa;
Use óculos de sol para proteger os olhos dos raios UV;
Use chapéu de pala na frente para criar sombra nos olhos.
Antioxidantes contra a DMI
Uma dieta saudável, rica em antioxidantes e sais minerais está associada à prevenção e ao atraso da evolução da DMI.
Um estudo conceituado (denominado AREDS) demonstrou que suplementos alimentares com concentrações altas em antioxidantes e zinco podem reduzir a perda da visão em pessoas com DMI.
A luteína e a zeaxantina (carotenóides antioxidantes) podem ajudar a prevenir a DMI ao proporcionarem protecção contra a luz-azul nociva. Os legumes de folha verde, particularmente os espinafres e a couve portuguesa, são uma boa fonte destes antioxidantes.
Esteja atenta aos sintomas:
Distorção das imagens;
Uma mancha escura ou esbranquiçada no centro do campo visual;
Perda rápida da acuidade visual para perto e para longe;
Diminuição da sensibilidade ao contraste;
Alteração das cores.
Se tem mais de 50 anos e notou alguns destes sintomas, consulte de imediato um oftalmologista para fazer um diagnóstico rápido.
Teste a sua visão
Através de uma grelha Amsler, pode detectar mudanças na sua visão que seriam imperceptíveis de outra forma. Coloque a grelha na porta do frigorífico e faça o teste diariamente, sobretudo se tem mais de 65 anos.
Como usar a grelha Amsler:
Coloque os seus óculos de leitura e segure esta grelha à distância de 30-45 centímetros, com boa iluminação.
Tape um olho. Olhe directamente para o ponto no centro com o olho descoberto.
Repare se todas as linhas são rectas ou se alguma área parece torta, enevoada ou escura. Repita este procedimento com o outro olho.
Se alguma área da grelha parece ondulada, enevoada ou escura, entre em contacto com o seu oftalmologista imediatamente.
Saiba mais em:
Clube viVER
Tel: 808 20 40 40
INTERNET: www.clubeviver.com
ou consulte:
www.dmionline.pt
www.oftalmologia.co.pt
Texto: Fernanda Soares
Revisão científica: Dr. Rufino Silva (oftalmologista dos Hospitais da Universidade de Coimbra)
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista PREVENIR
Domingo, Outubro 19, 2008
ALERGIAS

Casa-forte à prova de alergias
Já que não pode eliminar os alergénios da sua vida, faça, pelo menos, por deixá-los à porta de casa.
1
Localização
Prefira uma zona livre de poluição, longe de parques industriais ou estradas movimentadas. O excesso de ozono, monóxido de carbono e dióxido de nitrogénio podem fazer disparar as reacções alérgicas. Para algumas pessoas, a proximidade de zonas verdes (pólen) ou do mar (humidade) também não é a melhor escolha, pelo que a melhor protecção terá de vir do interior da sua casa.
2
Látex
As alergias ao latex podem ser evitadas mantendo-se longe de balões, brinquedos de borracha, toucas de banho, adesivos, preservativos e de luvas do referido material. Prefira luvas sintéticas à base de vinil, polieteno, nitrilo ou neopreno. Lembre-se que não é só o contacto com a pele que é perigoso: o alergénio do látex pode se libertar para o ar e ser inspirado.
3
Portas e janelas
Os eczemas tendem a tornar-se mais activos com o calor. Mantenha as divisões frescas e arejadas. Em dias quentes, deixe as janelas abertas com cortinas corridas à noite. Nos períodos de forte actividade polínica, a recomendação é a inversa: feche portas e janelas, especialmente a meio da manhã e ao final da tarde.
4
Limpeza e aspiração
Se sofre de alergia ao pó, o ideal será que alguém se encarregue desta tarefa doméstica por si. Utilize um pano húmido ou de material electroestático, e invista num aspirador com filtro HEPA (High Efficiency Particle Air). Cuidado com os produtos de limpeza; se necessário, use uma máscara protectora. Dedique atenção particular aos colchões, sofás e espaços por detrás das mobílias, onde se acumulam não só camadas de pó mas sobretudo os principais alimentos dos ácaros: células mortas. Ventile ou coloque capas antiácaros no seu colchão.
5
Animais domésticos
Os seus melhores companheiro são também os dos microorganismos que podem causar crises de alergia. Mais do que o pêlo, são as proteínas na saliva, pele e urina dos animais que mais reacções provocam. Tenha especial cuidado com as caixas de areia dos gatos e roedores. No entanto, não abdique de ter animais. Um estudo da Faculdade de Medicina da Georgia, nos EUA, revelou em 2002 que as crianças que têm animais domésticos em casa apresentam menor tendência para desenvolver alergias e hipersensibildades.
6
Aquecimento e humidade
Prefira radiadores eléctricos ou de água quente. Os que funcionam com sistema de ar secam o ambiente e contribuem para a proliferação de bactérias e germes.Os desumidificadores são bons aliados contra as alergias, mantendo a humidade relativa abaixo dos 50 por cento. Areje espaços fechados e controle possíveis fugas torneiras e canos.
7
Decoração
As carpetes e tapetes são grandes acumuladores de pó: um metro quadrado pode abrigar até 100 mil ácaros. De acordo com um investigador da Universidade da Southampton, Inglaterra, a generalização do uso de carpetes no Reino Unido resultou no maior índice de asma na União Europeia. Mande limpá-las frequentemente. Desaconselhadas são as também as cortinas - estores de plástico são mais facilmente laváveis - e as flores secas.
8
Estender a roupa
Se sofre de febre dos fenos ou alergia ao pólen, nunca estenda a sua roupa no exterior.
9
Odores
Detergentes de limpeza, amaciadores de roupa, pó de talco, velas, ambientadores, tinta. Se for hipersensível a estas substâncias, é possível que sofra de Sensibilidade Química Múltipla (SCM). Só nos perfumes existem mais de 38 compostos indeterminados que podem despoletar alergias. As alternativas já existem, dos óleos essenciais naturais aos produtos livres de químicos (nomeadamente parabenos, ftalatos e fragâncias sintéticas).
10
Fumo e tabaco
O mínimo que deve exigir – a quem vive consigo e a quem o visita – é que mantenham um ambiente sem tabaco. O fumo passivo agrava condições como a asma, rinite e inflamações do tracto respiratório inferior. Quando expostas ao fumo do tabaco, as crianças com alergias têm seis vezes mais probabilidades de desenvolver infecções crónicas do ouvido médio. Uma investigação publicada em 2006 no Journal of Allergy and Clinical Immunology (JACI) demonstrou que, após exposição ao fumo passivo, os níveis de histamina nasal aumentam 3,3 vezes e os de IgE (imunoglubolina específica, marcador da reacção alérgica), 16,6 vezes.
11
Alimentação
A água é um dos mais importantes nutrientes: ajuda a desintoxicar e a manter o funcionamento do organismo. Beba no mínimo 1,5 litros, com um copo adicional por cada bebida alcóolica, devido à acção diurética do álcool. Quanto aos alimentos, são os antioxidantes e fitoquímicos que melhor protegem contra reacções alérgicas: encontre-os nas frutas e verduras. Não descongele os alimentos em temperatura ambiente, nem os deixe ao ar livre durante mais de duas horas. A temperatura é também factor-chave para a segurança alimentar, sendo 70º graus o mínimo admissível. Evite contaminações cruzadas (transferência de bactérias de fonte contaminada para não-contaminada), desinfectando frequentemente mãos e utensílios.
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Suplementos
A mucosa e a flora intestinal, onde é feita a maior parte da absorção dos nutrientes, deve estar em perfeita saúde. E o ideal para consegui-la é uma suplementação adequada, à base de probióticos (mínimo 1,5 biliões), complexo B (50 mg/dia) e enzimas digestivas. Vitamina C com bioflavonóides (3g/dia), pela sua acção antioxidante e anti-alérgica, ómega 3 (2g/dia), pelo efeito anti-inflamatório e quercetina (500 mg 2 x dia), um bioflavonóide igualmente anti-histamínico, são suplementos a manter na mala de pronto-socorros natural. E para uma protecção à prova de alergias, não esqueça o extracto de alho envelhecido e a N-acetil-cisteína (100 mg, 3x dia). Propolis, óleo de onagra e ginkgo biloba são coadjuvantes naturais que podem ajudar a aliviar sintomas.
Fonte: Sapo Saúde
Segunda-feira, Setembro 29, 2008
Teresa Branco explica

Por que tenho fome mais rapidamente quando como doces?
Teresa Branco explica
A resposta é simples: porque têm um índice glicémico mais elevado!
Actualmente, sabe-se que a melhor forma de recomendar a ingestão dos hidratos de carbono é através do seu índice glicémico (capacidade que um alimento tem de fazer subir o açúcar no sangue).
Todos os alimentos têm um índice glicémico (IG), mesmo que seja zero ou muito próximo disso, contudo, existem alguns alimentos que têm um IG muito elevado, proporcionando uma subida do açúcar no sangue muito rápida e muito acentuada. O índice glicémico de um alimento depende de vários factores, como a solubilidade de um alimento, o processamento do alimento, o teor em fibra e o teor em gordura.
Solubilidade
Quanto maior a solubilidade de um alimento, maior o seu índice glicémico. As batatas cozidas têm um IG mais elevado do que as batatas fritas, porque as primeiras dissolvem-se com maior facilidade, no entanto, ainda assim, é mais saudável comer as batatas cozidas pela menor quantidade de gordura (apesar de ser um indicador de escolhas saudáveis o IG não deverá ser o único factor de escolha).
Grau de processamento dos alimentos
Quanto mais processado for um alimento, mais fácil será a sua digestão. A farinha branca tem um IG mais elevado do que a farinha integral, que apresenta uma mais lenta absorção.
Teor em fibra
Uma vez que as fibras não se digerem, quanto mais fibra contiver um alimento, mais lenta será a sua digestão.
Teor em gordura
A gordura tem uma digestibilidade inferior, fazendo com que os níveis de açúcar não se elevem em demasia.
Uma alimentação saudável implica a escolha de alimentos com um IG baixo, de forma a não proporcionar um aumento do açúcar no sangue. O aumento do açúcar no sangue é sucedido de uma descarga de insulina (hormona que degrada os açúcares), que tem como consequência gerar uma descida do açúcar e, com isto, a sensação de fome.
Quando se pretende perder peso, é necessário adiar a fome e é por essa razão que devemos incluir alimentos de IG no nosso plano alimentar para perda de peso.
Texto: Teresa Branco (coordenadora da Clínica Metabólica e investigadora no Laboratório do Exercício e Saúde da Faculdade de Motricidade Humana)
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista PREVENIR

A gordura das mulheres
Saiba como resolver um problema que preocupa o sexo feminino
A maioria das mulheres acumula gordura na região das ancas e glúteos. A essa distribuição de gordura corporal atribui-se o nome de gordura ginóide, ou seja, o formato de pêra.
A massa gorda acumulada na região superior do corpo, barriga, peito e costas denomina-se de andróide e tem a forma de uma maçã.
Actualmente, a investigação científica evidencia um maior risco de doença cardiovascular nas mulheres que apresentam um perímetro da cintura superior a 88 cm, uma vez que indicia a presença de gordura visceral (gordura nos órgãos da cavidade abdominal).
Por essa razão, as mulheres com uma distribuição de gordura em formato de maçã têm um perfil de risco superior às mulheres com gordura nas ancas e glúteos, sendo já assumido, junto da comunidade científica, que este tipo de gordura pode ser protectora da doença cardiovascular.
A boa noticia é que a gordura mais prejudicial à saúde é também aquela que se elimina mais facilmente visto que é mais sensível à acção de determinadas hormonas que promovem a utilização dessa fonte de energia.
O problema e a solução
Independentemente do risco que oferece, a gordura localizada é sempre um factor perturbador para mulheres que se preocupam com a sua imagem.
Uma das soluções para este problema poderá estar na remoção cirúrgica da gordura localizada dessas regiões, que, apesar de eficaz, é um método muito intrusivo.
Outro método que proporciona resultados eficazes (sem ser intrusivo) é o emagrecimento de uma forma saudável através da ingestão de menos calorias e do dispêndio calórico aumentado através da actividade física.
Neste tipo de abordagem os efeitos são conseguidos ao longo do tempo e a alimentação saudável e a prática de actividade física são compromissos para o resto da vida, sendo os efeitos reversíveis na sua ausência.
Como pôr em prática
A alimentação adequada para o emagrecimento e perda de volume nestas regiões terá que ser hipocalórica, ou seja, inferior às nossas necessidades, para que sejam utilizadas essas fontes de gordura corporal.
No entanto, o aporte de calorias não deverá ser muito restritivo de forma a não comprometer a massa muscular corporal. Se gastamos 2.000 calorias diariamente, deveremos no mínimo ingerir 1.500 calorias, desta forma retiraremos 500 calorias diariamente ao nosso armazém de gordura corporal.
E, se gastarmos mais energia, teremos oportunidade de gastar mais gordura corporal.
Esse gasto de energia deve ser aumentado através de actividade física que promova um dispêndio calórico considerável e ao mesmo tempo promova um aumento da massa muscular de forma a não aumentar a flacidez.
O exercício adequado será o intervalado entre o trabalho cardiovascular (aulas de bicicleta, de step, a corrida, a hidroginástica) e o de resistência muscular (treinos de ginásio). Como referência, despenda diariamente 300 calorias em actividade física.
Texto: Teresa Branco (coordenadora da Clínica Metabólica e investigadora no Laboratório do Exercício e Saúde da Faculdade de Motricidade Humana)
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista PREVENIR
Quinta-feira, Setembro 18, 2008
ÚLCERAS GÁSTRICAS

Úlceras gástricas
Os sintomas a que deve estar atento
A úlcera gástrica é uma doença crónica e recorrente, se não for submetida a tratamento. Saiba o que fazer para a evitar.
Esta consiste numa lesão (espécie de ferida) na mucosa que reveste as paredes do estômago. Quais as causas? A primeira é a infecção por uma bactéria chamada Helicobacter Pylori, que debilita o revestimento mucoso que protege o estômago, fazendo com que o ácido estomacal e a bactéria cheguem à zona delicada que se encontra por baixo desse revestimento e formem uma chaga ou úlcera.
A segunda causa é o uso continuado de ácido acetilsalicílico ou de medicamentos anti-inflamatórios, como o ibuprofeno.
Sintomas
Mal-estar estomacal que aparece e desaparece durante vários dias ou semanas; surge entre duas a três horas depois de se comer ou a meio da noite, quando o estômago está vazio. A dor é aliviada comendo ou tomando antiácidos.
Tratamento
Combinam-se, durante duas semanas, três fármacos diferentes: antibióticos que destroem a bactéria H. Pylori, supressores do ácido, que diminuem a secreção de ácido gástrico, e protectores do revestimento estomacal.
Causas: falsas e verdadeiras
Falsos mitos. Durante quase cem anos acreditou-se que as úlceras eram causadas por alimentos muito picantes, pelo stress ou pelo consumo de álcool. Hoje em dia já se sabe que nenhum destes factores é a verdadeira causa.
Prevenir a infecção. A H. Pylori pode transmitir-se de pessoa para pessoa através da saliva ou por exposição ao vómito ou às fezes. Por isso, é recomendável lavar as mãos depois de ir à casa-de-banho e evitar ingerir alimentos em locais pouco higiénicos. Ainda assim, nem todas as pessoas infectadas desenvolvem uma úlcera.
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista PREVENIR
Segunda-feira, Setembro 08, 2008
EXCESSO DE PÊLOS

Excesso de pêlos
Conheça as causas e as formas de tratamento do hirsutismo, um problema que afecta uma em cada 20 mulheres
Mais do que um problema meramente estético, o hirsutismo pode ser uma manifestação de uma doença, geralmente do foro hormonal, pelo que justifica uma investigação sistemática pelo endocrinologista.
Para além dos seus aspectos físicos, implica ainda problemas psicológicos e de desconforto nas relações sociais, justificando-se o seu tratamento, muitas vezes em coordenação com o dermatologista.
O que é?
O hirsutismo é um problema crónico que se manifesta pelo crescimento excessivo de pêlos grossos e escuros na mulher em zonas do corpo onde normalmente surgem no homem (lábio superior, queixo, à volta dos mamilos, entre as mamas, abaixo do umbigo, região interna das coxas e nádegas).
Como se manifesta?
Dependendo do grau de hirsutismo (leve, moderado ou grave) para além do crescimento anormal dos pêlos, há, muitas vezes, outros sintomas associados, como pele oleosa, acne, cabelo fraco e oleoso, ciclos menstruais irregulares e redução da fertilidade.
Nos casos mais severos, estão também presentes sinais de masculinização: voz grossa, aumento da massa muscular, redução do tamanho das mamas, aumento do tamanho do clitóris e infertilidade.
Qual a sua causa?
Em 80% dos casos, o hirsutismo está relacionado com um excesso de produção de hormonas masculinas (androgénios) pelos ovários e/ou glândulas supra-renais, sendo a causa mais frequente desta hiperprodução de androgénios a síndrome do ovário policístico.
Outros mecanismos envolvidos nas causas do hirsutismo são:
Resposta exagerada do folículo piloso (estrutura que dá origem ao pêlo) a níveis normais de androgénios, de causa desconhecida (hereditária, na maior parte das vezes). Neste caso, falamos de hirsutismo idiopático.
Ingestão de medicamentos que podem estimular o crescimento dos pêlos (corticoesteróides e anabolizantes, por exemplo).
Em casos raros, pode ser uma manifestação de uma doença mais grave, como tumores (benignos ou malignos) dos ovários e das glândulas supra-renais. Ainda que rara, esta possibilidade deve ser sempre excluída pelo endocrinologista.
Quem afecta?
O hirsutismo atinge 5 a 8% da população feminina em idade fértil, o que significa que uma em cada 20 mulheres, entre a puberdade e os 50 anos, é hirsuta. Os dados são provenientes de estudos feitos maioritariamente nos EUA, mas os especialistas acreditam que a realidade portuguesa deverá ser semelhante ou superior.
Apesar ter uma incidência muito heterogénea, o hirsutismo é menos frequente nas mulheres asiáticas e africanas e, na Europa, as mediterrânicas são mais peludas que as nórdicas. Sabe-se ainda que existe uma relação do hirsutismo com a obesidade, embora não se conheça se de causa ou efeito.
«Nem todas as mulheres obesas são hirsutas e nem todas as hirsutas são obesas, mas há uma grande coincidência e sabemos que o emagrecimento contribui para a melhoria», explica Jorge Dores, endocrinologista no Hospital de Santo António, no Porto.
Tratamento:
Hirsutismo
Afecta uma em cada 20 mulheres. Saiba o que é e como tratar este problema
O tratamento do excesso de pelos passa pela investigação da causa que o provoca para definir a terapêutica a utilizar.
Quando a causa é o excesso de produção de hormonas masculinas pelos ovários, o tratamento é bastante simples: assenta na prescrição de uma pílula anticoncepcional com níveis de estrogénios ligeiramente mais elevados que nas pílulas mais recentes, associada a um prostagénio preferencialmente com acção anti-androgénica.
«Embora os resultados sejam relativamente lentos, são bastante satisfatórios, reduzindo o pêlo em 60% a 100%», assegura Jorge Dores. «O ciclo do crescimento do pêlo é extraordinariamente lento, pelo que os efeitos da terapêutica só se começarão a notar ao fim de aproximadamente seis meses», explica.
Se for um hirsutismo marcado e com sinais de masculinização, a terapêutica obrigará à combinação com outros fármacos que bloqueiam a acção periférica das hormonas masculinas. Nos casos mais raros, em que o hirsutismo é causado por um tumor (da supra-renal ou do ovário), o tratamento estará dependente de cirurgia.
O endocrinologista sublinha, no entanto, que esta é uma doença crónica e, como tal, não tem cura. «Quando se interrompe o tratamento, é normal que o hirsutismo regresse lentamente», refere. Daí que, após três meses de tratamento, seja recomendável consultar um dermatologista para iniciar a remoção de pêlos com laser.
Texto: Fernanda Soares
Revisão científica: Dr. Jorge Dores (endocrinologista no Hospital de Santo António, no Porto)
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista P R E V E N I R
RESSONAR
Ressonar
Alguns conselhos para deixar, ou pelo menos diminuir a intensidade do ressonar
Ressonar - Sons provocados pela respiração, quer da boca quer do nariz durante o sono.
O ressonar é mais frequente nos homens (20%) entre os 30 e os 35 anos e agrava-se com a idade.
O ressonar é uma desordem do sono que pode ter consequências médicas graves.
Alguns conselhos para deixar, ou pelo menos diminuir a intensidade do ressonar:
Durma para o outro lado.
Uma das principais razões do ressonar é a posição. O ressonar é mais intenso quando deitados de costas e desaparece ou diminui quando se esta na posição lateral. Arranje formas de evitar dormir de costas (alguns truques usados no colchão, almofada, parecem resultar).
Evite o álcool e tranquilizantes.
O álcool e os sonoríferos aumentam a possibilidade de ressonar pois actuam a nível do sistema nervoso central e relaxam os músculos da garganta. Pode causar apneia, situação perigosa que pode estar ligada a doenças cardiovasculares.
Perca peso.
A obesidade é factor importante.
Trate as alergias.
Alergias respiratórias podem acentuar muito o ressonar, pois obrigam a respirar somente pela boca durante o sono. Tome um anti-histamínico ou um descongestionante nasal.
Tente deixar de fumar.
O fumo é irritante para a garganta e seca a mucosa nasal. É importante deixar de fumar para parar de ressonar.
Horários certos.
As pessoas com horários de deitar irregulares ou que dormem pouco têm tendência a ressonar mais.
Mantenha um ciclo regular de "deitar-levantar". É importante em todos os aspectos da sua saúde.
Mantenha a cabeça elevada.
Utilize duas almofadas, vai respirar melhor e consequentemente ressonar menos.
Quarta-feira, Setembro 03, 2008
Chocolate reduz o risco de doenças cardíacas

Comer alguns gramas de chocolate durante duas semanas pode diminuir o risco doenças cardíacas
Comer alguns gramas de chocolate meio-amargo enriquecido por dia durante duas semanas pode ajudar a reduzir os riscos de doenças cardíacas, de acordo com um estudo publicado na edição de Setembro da revista científica "Journal of Nutrition", divulgado pela edição online da BBC Brasil.
Segundo a pesquisa, compostos conhecidos como flavonóides, presentes no cacau, principal ingrediente do chocolate, são responsáveis pela acção benéfica do alimento, uma vez que levam ao aumento da produção de óxido nítrico - uma substância química produzida pelo corpo que actua no relaxamento e dilatação das artérias.
O consumo de chocolate enriquecido com os compostos ajudaria na redução da pressão sanguínea e da resistência à insulina – factores que contribuem para diminuir o risco de doenças cardíacas.
«A nossa descoberta sugere que uma dieta com alimentos à base de cacau ricos em flavonóides e pouco calóricos podem ter um impacto positivo nos factores de risco das doenças cardíacas», sublinha o estudo.
A pesquisa, efectuada nas universidades de L'Aquila, na Itália, e Tufts, em Boston, foi feita com base em testes a 11 homens e oito mulheres que apresentavam problemas de pressão alta e resistência à insulina. As pessoas foram divididas em dois grupos: o primeiro teve direito a comer 100 gramas diárias de chocolate meio-amargo diariamente durante duas semanas, o segundo, a mesma quantidade em idêntico período de tempo, mas de chocolate branco.
Após 15 dias, os investigadores observaram que a pressão sanguínea dos primeiros caiu de maneira significativa, enquanto entre os segundos nenhuma mudança foi verificada. Pesquisas anteriores já haviam indicado os benefícios do cacau enriquecido com flavonóides na redução do risco de problemas cardíacos.
No entanto, os investigadores ressaltam que a pesquisa actual prova apenas os efeitos a curto prazo do consumo dessas substâncias na prevenção de doenças cardíacas. June Davison, especialista da British Heart Foundation (BHF), que trabalha para combater doenças cardíacas, afirmou que é preciso ter cautela com a dieta.
«É importante lembrar que o chocolate é normalmente parte do problema de saúde cardíaca, não a solução», referiu a especialista. «Toda a gente pode aproveitar um chocolate de vez em quando. No entanto, comer cinco porções de frutas e vegetais é a melhor maneira de consumir antioxidantes sem ter preocupações com a gordura e o açúcar do chocolate», concluiu.
Terça-feira, Agosto 12, 2008
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